o mundo precisa de pessoas dispostas a deixarem-se apaixonar por ele. 💛
o Filipe esteve um ano num outro curso antes de entrar em matemática. eu entrei na faculdade um ano antes do ano em que devia entrar. se estes dois factos não se tivessem combinado, provavelmente a vida ter-nos-ia levado por caminhos diferentes e quase não nos conheceríamos. sim, é uma falácia, mas eu gosto muito de pensar no universo a trabalhar para nos fazer conhecer um ao outro. :)
canais/páginas de fitness que sugerem incluir kettlebells swings no treino, assim, sem mais nem menos: NÃO! (deve ser o exercício mais geralmente mal executado de todos os tempos quando se tenta fazê-lo sozinho...)
adoro comer/ petiscar enquanto vejo filmes e séries. todos os snacks do mundo são uma tentação, e eu não sou esquisita: pipocas, bolachinhas, chocolate, fatias de bolo, batatas fritas, tostinhas com patés, cereais, pizza, pão-com-cenas... é por isso que ao fim de semana, com algum tempo livre, me custa muito mais comer bem!
facto: eu não gosto do creme das oreos. então ele parte-as cuidadosamente ao meio, dá-me a metade sem creme, e fica com a outra. :)

sílvia, a inteligente

comprei já há tempo a máscara da Novex para cabelo encaracolado, e apesar de andar feliz com ela - em particular com o seu cheiro delicioso! - não notava o meu cabelo assim tão mais hidratado; havia espaço para melhorar. por outro lado, andava a usá-la essencialmente como condicionador; ou, se tentava usá-la como máscara, deixava-a a actuar no cabelo apenas durante uns cinco minutos. ora, no sábado passado decidi ser paciente e fazer tudo direitinho. lavei o cabelo, usei condicionador e apliquei a máscara, que deixei depois a actuar durante uns quinze ou vinte minutos antes de remover com água morna.

aaah, isto não é cabelo: isto é seda! ficou tão macio e fofinho! estou encantada, vou começar a cuidar dele assim todas as semanas. o meu cabelo agradece (e o meu ego também, porque o F. já me elogiou mil vezes desde sábado :)
em cerca de um ano, eu deixei de ser o tipo de pessoa que espera que o balneário esteja o mais vazio possível e só então se veste a correr, e esforçando-se por permanecer o mais tapada possível, e passei a ser o tipo de pessoa que caminha descontraidamente para os chuveiros com apenas uma toalha enrolada em redor da cintura. isto é uma coisa pequena que me deixa feliz: não é por orgulho no meu corpo que o faço, é com a naturalidade de quem já não sente que tem que se esconder. e é bom.
todos os bolos de aniversário que alguma vez tive foram feitos pelas minhas pessoas - a minha família e os meus amigos - e eu adoro que assim seja.
vou ser sincera: adoro, adoro, adoro estes dias de outono, gelados mas com um sol delicioso. até do vento gosto. sinto-me muito eu a andar na rua; acho sempre que os cabelos a esvoaçar combinam comigo, os lenços e cachecóis combinam comigo, os sobretudos quentinhos combinam comigo. e o sol combina (muito) comigo. ah, dias felizes!

felicidade (também é) actividade

doem-me os braços, os ombros, as costas (mas a parte  muscular, não a lombar!), as pernas, o rabo. faço elevações sozinha (embora simplificadas!), bulgarian lunges e (o meu favorito) agachamentos na barra. não podia estar mais feliz.
o bolo caseiro de amêndoa e abóbora do nosso café favorito, os petits gâteaux de chocolate negro do pingo doce e as filhós feitas pelas senhoras da terra da minha mãe: as melhores coisas doces do mundo. (e três evidências indiscutíveis de que deus não me pôs na terra para ser fit! :)
prometo: se algum dia escrever um livro (de matemática, entenda-se) vou incluir todos os pormenores de todas as demonstrações. todos. e toda a motivação do mundo para tudo o que introduzir ou definir!

(desabafo de quem detesta definições arbitrárias e pouco motivadas a caírem do céu, mas cuja vida implica lidar com elas todos os dias. e de quem acha que quando um matemático escreve que a demonstração é "óbvia", muitas vezes essa demonstração inclui trezentos passos não triviais e fazer o pino em cima de um elefante.)

rendi-me!

desesperadamente à procura de uns oxford pretos, simples e bonitos, sem verniz. (e apaixonada pela versão camel de todos os que encontro, mas eu preciso mesmo é de um par de sapatos pretos...)

oh, life!

estou com um desejo enorme de comer chocos à algarvia - coisa que experimentei há cerca de duas semanas pela primeira vez na vida, completamente  por acaso, e que não tenho forma nenhuma de conseguir neste momento. ou em breve. mas é tão delicioso!
facto: sou uma pessoa ferozmente protectora da minha privacidade. como consequência disto, nunca ninguém me apanha a ter conversas privadas ou delicadas em sítios públicos - se começam a tentar falar seriamente comigo e não estamos a sós, eu prefiro parar a conversa até ter a certeza de que tenho privacidade para continuar, sentindo-me segura. também detesto discutir perante terceiros assuntos que só a mim me dizem respeito, mesmo que não sejam considerados propriamente íntimos. sinto que ninguém tem que saber da minha vida além das pessoas com quem escolho partilhá-la directamente, e fico muito constrangida quando me encontro numa situação em que pessoas que mal conheço ficam a saber demasiado (na minha perspectiva) sobre mim.
o Filipe guardou uma recordação de uma fase dura e complicada da sua vida. perguntei-lhe porquê, e ele respondeu-me que o objecto que tinha guardado o recordava de que eu tinha estado lá, com ele.

(meu enorme amor)
está decidido: no próximo mês vou cortar o cabelo!

ir cortar e arranjar o cabelo é um dos pequenos mas deliciosos prazeres da vida, para mim. não o faço muitas vezes - não gosto de sentir-me obrigada a ir, e, sobretudo no inverno, em que o meu cabelo reage muito à humidade, aborrece-me sentir que meia dúzia de horas depois de sair do salão linda e esfuziante, o efeito já se foi todo. mas descobri um sítio em que sinto que cuidarão bem do meu cabelo, e ando com uma vontade doida de mudar; a questão agora é se me mantenho no mesmo estilo (a opção segura) ou se faço uma loucura capilar (coisa que me está imenso, imenso a apetecer - é que cabelo wavy/curly pelos ombros, quando fica bem, fica tão bem!). espero ter coragem para arriscar e não me arrepender :)
eu gosto muito da minha faculdade, mas ela é HORRÍVEL em termos burocráticos. horrível. isto não se nota muito (acho eu) durante a licenciatura (porque a maioria das situações em que se possa estar já aconteceu um milhão de vezes antes, e tanto nós como o pessoal dos serviços está minimamente preparado para lidar com elas), mas à medida que progredimos começa a ser um verdadeiro suplício.
o Filipe está na sala do lado a fazer uma apresentação e eu, apesar de ser mais que certo que vai correr bem, estou mais nervosa do que se fosse eu mesma a falar.

coisas que me fazem feliz:

temos mais uma estante em casa!