acabei o passo constante das horas. que final tão agridoce! (preciso de reflectir sobre ele; depois talvez faça uma mini review, apesar de achar que não tenho jeito para essas coisas)
ir ao ginásio vs. correr
eu tenho a resistência física de uma batata. admito, quando subo a correr as escadas do prédio até ao nosso segundo andar fico sem fôlego. então, no mês passado decidi que ia começar a frequentar o ginásio: não para emagecer, mas para ter um estilo de vida mais saudável, para gostar mais de mim e (sim!) para aumentar um bocadinho a minha resistência, para não morrer de ataque cardíaco daqui a uns anos a subir estas mesmas escadas.
podia ter voltado a correr. podia. mas a questão é a seguinte: eu detesto correr. detesto! obrigava-me a sair de casa noite sim, noite não, e passava a meia hora seguinte a desejar que acabasse depressa, e quando voltava não me sentia especialmente bem comigo própria; consolava-me a ideia de não ter que ir correr no dia seguinte, mas o dia seguinte passava sempre demasiado depressa e eis que chegava de novo um novo dia de corrida. admito que quando me inscrevi no ginásio não sabia o que ia acontecer. talvez o problema não fosse a corrida, talvez eu fosse detestar qualquer tipo de exercício físico para sempre. mas inscrevi-me e decidi experimentar.
e é absolutamente fantástico. o que eu faço sobretudo são aulas de grupo, porque passar horas nos aparelhos é (quase) tão mau como ir correr. mas que aulas fantásticas! cycle, blast total, body combat, body attack, body pump - as opções são imensas, com diferentes objectivos e diferentes grausde intensidade. o meu novo amor é o tabata, que tem uma premissa muito simples e que me faz sair de lá absolutamente de rastos. canso-me tanto. durante a aula só quero que aquilo acabe, quero poder descansar, custa-me como tudo. mas o afterwards é maravilhoso: sinto-me tão bem comigo mesma e, mais importante, tenho tanta vontade de voltar.
correr tem vantagens. posso fazê-lo onde quiser. posso fazê-lo quando quiser. é praticamente livre de custos, tirando o equipamento básico que toda a gente tem por casa. mas ir ao ginásio, e fazer exercícios divertidos e nada repetitivos, e ter alguém a puxar por nós, a incentivar-nos a não parar, a continuar sempre, e sentir que quero voltar e quero fazer mais - para mim não tem preço.
elogios
eu acredito em espalhar alegria e felicidade e amor. acredito que toda a gente devia sorrir mais, e defendo que se nós temos a oportunidade maravilhosa de fazer alguém sorrir, de colorir um bocadinho a vida de outra pessoa, então isso é uma espécie de pequeno milagre que devemos aproveitar sempre.
por outro lado, eu sou uma pessoa muito tímida. não gosto de deixar ninguém numa posição desconfortável, e também evito situações que me possam deixar desconfortável.
assim, sempre que vejo um desconhecido que me apetece elogiar espontaneamente (e acontece tantas vezes!) travo uma luta interior. vejo tantas coisas bonitas quando saio de casa. a rapariga com o cabelo de cor magnífico. o vestido mais adorável. aquela senhora no autocarro que tinha uma pele perfeita, tão lisinha e bonita. aquela pessoa que tira o café perfeito. o perfume deslumbrante com que alguém passou por mim. o bom gosto incrível de um random stranger. e de todas estas vezes eu morro de vontade de correr até à pessoa em questão e elogiá-la sinceramente. e em muitas dessas vezes acabo por não ir - por medo, por vergonha, porque não sei. acho que muitas pessoas (eu incluída) não sabe lidar com elogios, e muitas vezes duvidamos até da sinceridade de quem os faz, o que acaba por nos deixar na dúvida e desconfortáveis. e isso é muito triste. e eu gostava muito de viver num mundo em que as pessoas distribuem elogios e sorrisos livre e generosamente (e então talvez deva começar por fazer a minha parte. acho que vou tentar fazer disso a minha primeira resolução de ano novo.).
detalhes
os perfumes que mais gosto de sentir em mim são quase sempre de homem (e normalmente as pessoas que me são próximas também gostam muito!).
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