elogios

eu acredito em espalhar alegria e felicidade e amor. acredito que toda a gente devia sorrir mais, e defendo que se nós temos a oportunidade maravilhosa de fazer alguém sorrir, de colorir um bocadinho a vida de outra pessoa, então isso é uma espécie de pequeno milagre que devemos aproveitar sempre.

por outro lado, eu sou uma pessoa muito tímida. não gosto de deixar ninguém numa posição desconfortável, e também evito situações que me possam deixar desconfortável.

assim, sempre que vejo um desconhecido que me apetece elogiar espontaneamente (e acontece tantas vezes!) travo uma luta interior. vejo tantas coisas bonitas quando saio de casa. a rapariga com o cabelo de cor magnífico. o vestido mais adorável. aquela senhora no autocarro que tinha uma pele perfeita, tão lisinha e bonita. aquela pessoa que tira o café perfeito. o perfume deslumbrante com que alguém passou por mim. o bom gosto incrível de um random stranger. e de todas estas vezes eu morro de vontade de correr até à pessoa em questão e elogiá-la sinceramente. e em muitas dessas vezes acabo por não ir - por medo, por vergonha, porque não sei. acho que muitas pessoas (eu incluída) não sabe lidar com elogios, e muitas vezes duvidamos até da sinceridade de quem os faz, o que acaba por nos deixar na dúvida e desconfortáveis. e isso é muito triste. e eu gostava muito de viver num mundo em que as pessoas distribuem elogios e sorrisos livre e generosamente (e então talvez deva começar por fazer a minha parte. acho que vou tentar fazer disso a minha primeira resolução de ano novo.).

detalhes

os perfumes que mais gosto de sentir em mim são quase sempre de homem (e normalmente as pessoas que me são próximas também gostam muito!).
(...) entrego-me a ti, não segundo os ritos gastos da civilização, mas pela minha própria vontade - como se o amor nunca tivesse acontecido, e eu o criasse só para ti.

do maravilhoso o passo constante das horas, justin go
voluntariei-me (well, sort of) para dar um seminário.

sabem o que eu detesto fazer? detesto, detesto? o que me deixa incrivelmente nervosa, o que me faz dormir mal, preparar-me obsessivamente e achar sempre que nunca me preparei o suficiente? pois. seminários.
aconteça o que acontecer na frente do meu vestido de noiva (ah, someday, someday...), sei como quero as costas: abertas, elegantes e lindas :)
acho que vou começar a andar com a máquina fotográfica atrás de mim. lia hoje, no maravilhoso o passo constante das horas, que Quando trazemos uma câmara connosco, vemos as coisas de uma maneira diferente. Apercebemo-nos melhor do que nos rodeia, temos de procurar pormenores. no caminho de regresso estava a pensar nisto. olhei em meu redor e pensei, em que é que eu repararia se quisesse fotografar?, e de imediato uma série de pormenores em que não tinha reparado começaram a chamar-me a atenção. portanto, e apesar de ser uma fotógrafa medíocre, talvez comece a fotografar - não tanto para registar beleza mas sobretudo para reparar mais em coisas bonitas. (até porque a beleza me trás felicidade.)
chá verde com menta é uma das melhores coisas de sempre. :)