a nossa casa | o hall

eu detesto ter que me apressar para tomar decisões importantes, e o filipe também é um bocadinho assim; é por isso que, quase um ano depois de termos começado a viver juntos, a decoração do nosso hall de entrada ainda é... digamos que minimalista.* por isso e também porque queremos comprar as coisas perfeitas; não vamos comprar um candeeiro qualquer, não vamos comprar um de que gostemos mais ou menos, vamos esperar até surgir um que ambos adoramos mesmo e então sim, compramo-lo. e quem diz candeeiros diz tudo o resto, e portanto ainda faltam muitas coisas lá por casa - mas também já comprovámos que esperar compensa (como quando encontrámos os candeeiros de mesa de cabeceira amarelos perfeitos! :)

agora as boas notícias: já sabemos exactamente o que queremos fazer no hall. e sim, demorou um ano até se formar um quadro completo na nossa cabeça, mas é um quadro perfeito e é exactamente assim que gostamos dele! vai incluir uma parede das viagens (com aguarelas originais de cada país onde formos - esta colecção já está super começada, só falta ir para a parede) e - aqui está a razão deste post - um banco comprido, simples, almofadado, numa cor bonita e viva. o problema é que este banco parece só existir na nossa imaginação e ainda não encontrei nada do género, por isso... aceitam-se sugestões :)

*com minimalista eu quero dizer que tem uma pintura na parede. mais nada, nem móveis, nem tapetes, nem nada!
(hoje o dia começou com um pequeno almoço na choupana. acho que é uma das minhas formas preferidas de começar o dia - e que delicioso que o café deles é!)

já é (quase quase!) oficial:

vamos conseguir ir ver os belle and sebastian no próximo mês :)
este deve estar a ser um dos anos em que menos leio (tanto em termos de número de livros lidos como em termos de tempo para leitura). e não por falta de vontade!; mas foi um ano completamente caótico até junho, voltou a ser caótico em agosto, e setembro trouxe consigo muitas coisas que não esperava e que tive que incorporar na minha rotina. rotina essa que ainda não está completamente definida e à qual ainda não me habituei, o que também contribui para a falta de tempo para ler. e isto deixa-me tristinha.
a Diana é uma menina tão doce. há uns tempos - penso que no fim de um dia que passámos juntas, quando ela tinha que voltar para os pais, o que é sempre um momento muito doloroso - dei-lhe um dos nossos peluches, para que pudesse levá-lo, cuidar dele e (talvez) sentir-nos assim mais próximas. ela escolheu o Quiver, um pinguim adorável que já tenho há anos e que é o preferido dela.

uns dias depois ela liga-me, muito preocupada:

- sílvia! acho que perdi o quiver!

acabou por encontrá-lo. a história por detrás do desaparecimento era esta: a nossa mãe pediu à Diana que dormisse a sesta; então a Diana decidiu que o quiver também precisava de dormir a sesta e foi tapá-lo com uma manta, para ele ficar quentinho. e depois só não se lembrou de procurar debaixo da manta. :)

Lisbon Film Orchestra

há dois anos atrás (pouco depois de começarmos a dar beijinhos) o Filipe e eu fomos pela primeira vez a um concerto da Lisbon Film Orchestra e eu, que até não sou muito dada a lágrimas, chorei de felicidade. depois disso dissemos que íamos esforçar-nos por vê-los todos os anos; é sempre diferente, é sempre uma experiência única e maravilhosa.

este ano vai acontecer a coisa maravilhosa que é isto:

... e é possível que, por motivos que não conseguimos de todo controlar, nós não possamos ir. (aliás: as coisas estão de tal modo que se pudermos ir isso é uma má notícia.) e então eu estou aqui completamente dividida: por um lado, não podermos ir significa uma coisa boa e permitir-me-ia respirar de alívio; por outro, eu adoro a disney, adoro, e este parece um programa maravilhoso, uma noite mais que mágica. oh well...