in the right light, at the right time, everything is extraordinary
Sintra
esta semana, estive com as minhas pessoas no sítio em que, surpreendentemente, penso sempre como sendo o nosso.
penso que Sintra será sempre um dos lugares da minha vida, do meu coração. formei lá tantas recordações maravilhosas, ri tanto, vi tantas coisas tão belas. acho que foi aqui que me apaixonei pelo Filipe, pelo menos em parte. este sítio, por muitas razões, faz parte de mim. :)
house of cards
não disse, mas é claro que já acabámos as três temporadas disponíveis e o que tenho a dizer é: wow! há tanto tempo que não via uma série tão completa, tão incrivelmente bem feita (e que não perdesse qualidade de uma temporada para a seguinte, o que, na minha experiência, acontece quase sempre que uma série tem uma primeira temporada brilhante.). o frank underwood é incrivelmente charmoso e eu - apesar de me ter começado a aperceber de que não gosto muito dele como pessoa - sinto-me vaga e estranhamente atraída por ele e pela sua personalidade magnética. a claire é uma mulher magnífica e a dinâmica do casal é (era?) fantástica e uma das muitas razões para que eu goste tanto da série. tenho também uma mini crush no meechum (que tem a ver com muitas coisas, incluindo a famosa cena que o envolveu e a lealdade absoluta que ele tem para com os underwood), o doug é um dos personagens mais interessantes e bem construídas do mundo dos filmes e séries e a jackie é uma das minhas personagens favoritas de todo o sempre (e deslumbrante, que mulher!).
acho que house of cards é, em muitos sentidos, a série mais completa que vi nos últimos tempos. adoro que simplesmente não existam personagens a preto e branco, toda a gente tem profundidade emocional e traços contraditórios e muitas correntes subterrâneas que os tornam não lineares e, portanto, muito interessantes. há pouca ou nenhuma previsibilidade e superficialidade não é um adjectivo que eu usasse para descrever qualquer personagem. e já referi o quão extraordinariamente magnético o frank underwood é? acho que esta é uma boa série tornada verdadeiramente excelente pelo desempenho fenomenal do kevin spacey; fiquei rendida no momento em que vi o trailer (e só nesse momento, porque a descrição da wikipédia parcia francamente aborrecida. don't judge a book by its cover!). outra coisa: adoro quando o frank breaks the fourth wall, coisa que acontece com frequência e só me dá mais razões para idolatrar o personagem e a série. (kevin spacey, caramba, és brilhante.)
acho que já disse aqui que a joanne harris é assim o meu guilty pleasure. sim, os livros dela não são os mais profundos ou imprevisíveis, mas parece que chega sempre mais um momento na minha vida em que percebo que são aquilo que me está mesmo a apetecer. gosto muito da sua magia muito particular (tanto a literal como a metafórica). durante a feira do livro deste ano não estava num desses momentos, mas decidi na mesma comprar o aroma das especiarias*, o mais recente da triologia da vianne rocher. há uns dias apeteceu-me comecá-lo; percebi então que não me lembrava bem do que já tinha acontecido nos dois livros anteriores e decidi reler o chocolate e os sapatos de rebuçado. e ainda bem, porque já quase o tinha esquecido e chocolate é um dos livros mais doces de sempre, daqueles que até aquece o coração. :)
*peaches for monsieur le curé no original; já disse que traduções tontas me aborrecem?
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