on running.

cinco quilómetros, trinta minutos, de dois em dois dias - ou, vá, pelo menos cinco quilómetros e pelo menos trinta minutos, mas sempre de dois em dois dias. há dias em que ainda estou a começar e já me custa; vivo para aqueles outros, os raros, os magníficos, em que a meia hora voa e quando constato que está quase a passar, ou que já passou, é com imensa surpresa (e alegria.) - não me parecia que pudesse já estar a correr há tanto tempo. cinco quilómetros, trinta minutos - às vezes a satisfação é imediata (como na primeira vez em que corri cinco quilómetros), mas na maior parte dos dias ela demora a vir, manifestando-se apenas quando me olho ao espelho de manhã, enquanto me visto, ou ao despir-me para o banho.

só a ideia disto me custa mas sei que um dia destes (não sei bem quando) vou ter que tentar os sete quilómetros e meio em quarenta e cinco minutos, e depois os dez quilómetros numa hora - que são assim o meu objectivo supremo, uma coisa que parece tão distante e irrealizável como correr até à lua - eu, passar uma hora a correr? agora, se eu algum dia começar a pensar em correr maratonas, em fazer coisas como quarenta quilómetros e passar três, quatro, cinco horas a correr, por favor internem-me. querer fazer isto durante uma hora é mau; querer fazê-lo durante quatro é certamente (em mim) sinal de demência. ;)

clearly i should stop complaining

(ou começar a quixar-me mais cedo.) pronto, o meu exame chegou. vou só ali hibernar geometricamente até quinta.
neste momento, eu devia estar entregue ao meu exame de geometria algébrica - que devíamos ter recebido esta manhã, e que vamos resolver presencialmente na quinta feira. mas não estou, porque ele ainda não nos foi enviado. o que significa que tenho menos tempo para o resolver, e um nível de stress que começa a ser perigoso.
(sim, estou a ler um livro de ficção científica - aliás, um livro de ficção científica até agora muito bom!)
Jeanette sabia que estava prestes a chorar (...) mas permitiu-se segurar Amy nos braços por mais um instante, tentando guardar aquela sensação algures na sua mente, num lugar seguro onde a pudesse conservar para sempre (...)

A Passagem, Justin Cronin

help!

preciso de músicas super mexidas para correr - turns out que ouvir bailados não é a coisa mais eficaz do mundo no que diz respeito a continuarmos a mexer-nos, e a quantidade de música ritmada no meu ipod aproxima-se tristemente de zero. aceitam-se sugestões!

blue is the warmest colour

encontrei-o lá em cima - a comic, that is -, não resisti e trouxe-o comigo. lê-se muito bem; eu aproveitei a viagem de regresso, de comboio; já era noite lá fora, estávamos todos cansados e calminhos, e acho que ninguém notou as minhas lágrimas (excepto o f., de quem nem as tentei esconder; sim, i wear my heart on my sleeve.). gostei tanto! não é tão detalhado quanto gostaria, talvez; há saltos de muitos anos; mas os sentimentos lá descritos são tão reais, o livro retrata tão bem a vida (tantas vidas) que não consegui ficar indiferente. não é um fairy tale, uma história de amor romantizada e impossível; retrata, talvez, como tantas vezes mesmo as coisas boas podem correr mal, fala da vida, do desgaste, da indiferença, de tudo o que acabamos por arruinar. enfim: não é pesado, (mas) é bonito, é triste, é real e é bom. gostei mesmo.