uma aula amanhã; mil exercícios para terça; dois exames. and then, that's it - life as we know it is over.
a Diana e eu somos tão, tão parecidas, reagimos de modo tão semelhante à vida, que me dói.

do tempo que corre e não pára, nem abranda

dei as minhas aulas, que correram muito bem (acho que nunca disse isto na vida. nem tenho vontade de dizer. a questão é que olhando para os resultados correram efectivamente bem; aos meus olhos, tudo o que faço pode ser sempre, sempre infinitamente melhorado). começou a feira do livro e o grupo 4 de klein foi à feira do livro, o que me provocou uma mistura estranha de sensações: adoro a feira do livro e adoro quando estamos os quatro juntos, mas o primeiro dia da feira costuma ser uma coisa muito íntima - apenas o f. e eu. ainda assim, foi bom. fui à feira do livro com a D., pela primeira vez - e talvez ainda escreva sobre isto, porque foi muito, muito especial, mas por agora tenho o coração a transbordar e não consigo expressá-lo por palavras. o meu pequenino grande amor. voltei à feira do livro, depois de um jantar daqueles em que ri até me doer a barriga, para as minhas primeiras compras. arrumámos os novos livros nas (oficialmente insuficientes) estantes lá de casa. apercebi-me de que estamos os dois - o F. e eu - mais unidos, mais responsáveis e mais atenciosos um com o outro, e essa realization aquece-me o coração todos os dias, a todos os momentos. e agora - hoje - vim celebrar o aniversário da minha princesa; estou ansiosamente à espera do seu regresso, com a promessa de que hoje sou só dela, durante o tempo todo, e de que vamos aproveitá-lo o mais possível.
aceitei o meu travel award para a helsínquia, e inscrevi-me. pronto, está feito; é oficial; agora nem todo o medo do mundo me pode fazer voltar atrás. (e ele - o medo - está cá, e tanto, tão presente. mas cerro os punhos e tento manter-me calma e pensar em todas as coisas boas - a tantos níveis - que isto me vai trazer.)
depois de quatro meses em flor, a nossa orquídea começou a ficar com as pétalas muito fininhas e enrugadas, como papel velho; e as flores acabaram por cair. é o ciclo da vida - dentro de alguns meses virão os botões, e depois novas flores a crescer, eu sei, eu sei. mas sinto na mesma uma tristeza meiga; as flores traziam tanto amor, tanta alegria à nossa casa.

aqueles dias

aqueles dias em que a nossa pele está mal comportada e o nosso cabelo está um caos. aqueles dias em que vestimos mil camisolas diferentes antes de sairmos de casa e nada nos apetece e nada nos assenta bem e acabamos por vestir de novo a primeira coisa em que pegámos e sair descontentes. aqueles dias em que o trabalho não flui, a irritação toma conta de nós e o tempo não passa ou passa depressa demais. aqueles dias irritantes, tristes e arbitrários. aqueles dias.

aqueles dias servem para termos a coragem de dizer (ainda que baixinho, só a nós mesmos): fuck it all. deixem estar o meu cabelo selvagem, eu vou fazer de um daqueles dias um dia bom.

hoje estou a ter um daqueles dias. desejem-me sorte.
(o único problema: o calor perfeitamente insuportável que se faz sentir aqui...)