ele olha para mim e não diz tens quinhentas mil rugas de expressão, diz tens uns olhos tão expressivos. especialmente quando estás feliz. :)
acabei de dar mais uma aula - uma terrivelmente técnica. o mal disto é que eu sou daquelas pessoas que detesta ter que parar para concluir um argumento ou para pensar qual é o caminho a seguir; gosto que o próximo passo me esteja sempre na ponta da língua, num encadeamento perfeito. é claro que isto não acontece - só acontece se tivesse decorado todos os passinhos, coisa que não quero; afinal, isto é matemática, e uma das coisas mais espectaculares da matemática é quanto se pode fazer a partir de dados elementares, pensando. mas ainda não me habituei àquela pausa - a assistência a fitar-nos, à espera - em que o meu cérebro pensa desesperadamente, oh, o que é que posso fazer a seguir? ou porque é que isto é verdade? ou coisas assim; parece-me sempre um momento pesado e faz-me sentir ligeiramente envergonhada. não devia. mas faz.
pausas à parte: uf, acho que correu bem.
Eu não sou uma pessoa muito esperta, ou Crónicas de uma Pseudo-Countryside-Girl
sílvia para o pai: olha, feijões verdes. são da vossa horta?
pai da sílvia: *ri perdidamente durante horas*
sílvia: *olha intrigada para os "feijões-verdes". repara que são enormes e muito gordos*
sílvia: espera... são favas, não são?
pai da sílvia: *não responde, não consegue, ainda está a rir-se infinitamente*.
é isto.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
