encontrei hoje esta coisa bonita:


acabei de dar mais uma aula - uma terrivelmente técnica. o mal disto é que eu sou daquelas pessoas que detesta ter que parar para concluir um argumento ou para pensar qual é o caminho a seguir; gosto que o próximo passo me esteja sempre na ponta da língua, num encadeamento perfeito. é claro que isto não acontece - só acontece se tivesse decorado todos os passinhos, coisa que não quero; afinal, isto é matemática, e uma das coisas mais espectaculares da matemática é quanto se pode fazer a partir de dados elementares, pensando. mas ainda não me habituei àquela pausa - a assistência a fitar-nos, à espera - em que o meu cérebro pensa desesperadamente, oh, o que é que posso fazer a seguir? ou porque é que isto é verdade? ou coisas assim; parece-me sempre um momento pesado e faz-me sentir ligeiramente envergonhada. não devia. mas faz.

pausas à parte: uf, acho que correu bem.
na ausência de um cérebro brilhante, a minha melhor hipótese é ser organizada e trabalhar muito. serei então organizada, detalhada, e trabalharei muito - tanto quanto for preciso, e depois um bocadinho mais ainda.

Eu não sou uma pessoa muito esperta, ou Crónicas de uma Pseudo-Countryside-Girl

sílvia para o pai: olha, feijões verdes. são da vossa horta?
pai da sílvia: *ri perdidamente durante horas*
sílvia: *olha intrigada para os "feijões-verdes". repara que são enormes e muito gordos*
sílvia: espera... são favas, não são?
pai da sílvia: *não responde, não consegue, ainda está a rir-se infinitamente*.

é isto.
You can’t love someone unless you love yourself first — bullshit.
I have never loved myself.
But you —
Oh god, I loved you so much I forgot what hating myself felt like.
acho que nunca aprenderei a amar as minhas incongruências.

eu gosto muito de chá. na verdade, assim de repente, não há chá nenhum de que me consiga lembrar e de que não gosto - excepto, é claro, o chá verde, com todas as suas super-propriedades. é, tinha que ser esse o único na minha lista negra!