eu gosto muito de chá. na verdade, assim de repente, não há chá nenhum de que me consiga lembrar e de que não gosto - excepto, é claro, o chá verde, com todas as suas super-propriedades. é, tinha que ser esse o único na minha lista negra!

a joanne harris é uma autora de quem gosto muito. bom, apaixonei-me por ela algures durante a minha adolescência - penso que o na corda bamba foi o primeiro, e continua a ser um dos meus favoritos - e embora hoje em dia a leia menos, e precise de estar num estado de espírito muito particular para a apreciar, ela continua a ocupar um lugar especial para mim. acho-a acima de tudo uma exímia contadora de histórias; foi assim que a classifiquei quando primeiro comecei a lê-la, e ainda é assim que a vejo, hoje em dia; não é literatura extremamente densa, profunda ou pesada, é leve, luminosa e bem feita, as várias narrativas que geralmente constituem as suas histórias muito bem cruzadas e entrelaçadas para se obter, no final, um efeito muito envolvente e quase belo. gosto muito.

ontem acabei de (re)ler o cinco quartos de laranja, um dos meus eternos preferidos; e acho que hoje vou revisitar o na corda bamba (já esqueci pormenores suficientes para que a história possa chamar por mim de novo). depois disto, se ainda estiver no mesmo mood, o xeque ao rei também está na minha lista de re-leituras. e depois talvez mudemos para o javier marías, de quem já morro de saudades e que também está pacientemente à espera na nossa estante. :)

vamos ao Porto!

agora é mesmo definitivo e com a data a aproximar-se (well, sort of) começam os preparativos. sim, são só cinco dias (um bocadinho menos, de facto), mas eu estou simultaneamente entusiasmadíssima e um bastante nervosa. uma espécie de nervoso quase agadável, se bem que acompanhado daquela sensação de que me vou esquecer de trezentas coisas importantes. não estou habituada a viajar - mas quero que isso mude em breve! -, não me lembro da última vez que tive que fazer a mala para uma viagem de cinco dias, acho que todo o processo de fazer as malas vai ser uma dor de cabeça. o facto de ser extremamente indecisa não ajuda. mas até isto aguardo com entusiasmo; afinal, não vou estar a fazê-las sozinha.

em cinco dias com muitas conferências pelo meio não espero ficar a conhecer a Invicta; mas espero conhecer-lhe pormenores bonitos. vou levar uma máquina fotográfica e apaixonar-me por coisas bonitas. uma coisa não pode faltar: temos que ir à lello e irmão! além disso, as viagens vão ser de comboio (já disse que adoro, adoro andar de comboio?), e vai haver tantas coisas para conhecer, tantas coisas novas e bonitas, que só a expectativa me faz saltar de felicidade. :)

that being said:

a história secreta continua a ser a grande senhora do meu coração.

acabei o pintassilgo

estou naquele estado pós-leitura, que só me acontece com livros muito bons, em que não me apetece começar a ler mais nada e só me apetece ficar enroscada na cama, a olhar para o pintassilgo e a pensar sobre ele e a reler passagens aleatórias e passagens que me marcaram e a pensar sobre ele e sobre a vida e sobre o mundo. é bom.
estou a ser injusta contigo, por querer isto? estou a ser injusta comigo, sabotando-me - como sempre - porque não tenho outra saída?

ontem

saímos de casa, já ao fim do dia; passámos pelo café querido, partilhámos um crepe e fomos dar um passeio à beira rio. anoitecia. o vento soprava forte, despenteava o meu cabelo e obrigou-me a esconder a minha saia vermelho-bonito, que vesti para ti, com um casaco de inverno (que fui prudente o suficiente para levar). não usava o meu batom vermelho, apesar de me ter apetecido, porque tencionava roubar-te muitos, muitos beijos. roubei-te muitos, muitos beijos. aninhei-me em ti e ouvi-te falar.

ontem foi um dia belo.