se existe uma constante na minha vida académica, é o pânico. o nãovouconseguir,nãovouconseguir repetido como um mantra até a exaustão, a envenenar-me, a assassinar as minhas tentativas antes delas verem sequer a luz do dia. o medo, a sensação de impotência - a ilusão de impotência, caramba, e eu devia saber melhor, ao fim de todo este tempo; devia lembrar-me que fazer qualquer coisa é sempre, sempre melhor que não fazer nada, que sucumbir!
todos estes anos depois, ainda o pânico. não sei combatê-lo. não estou aqui com um grito de guerra, um eu vou conseguir!. (porque é que não estou? isso é uma boa pergunta. acho que devia estar. quando sou determinada e assertiva sou uma pessoa muito melhor.) hoje não posso gritar que consigo; mas também não estou a acreditar no contrário. e se não consigo dominar o pânico, vou fechá-lo num recanto qualquer da minha mente e ignorá-lo. e com o tempo talvez me esqueça que ele lá está; ou talvez não, mas that's not the point. the point is - possivelmente: isto não me define. isto não me define e só me limita se eu deixar. (hopefully.)