todas as coisas bonitas que temos nas paredes da nossa casa (oh, ainda é tão estranho e maravilhoso e exciting dizer a nossa casa) são feitas por nós, ou compradas a pessoas incrivelmente talentosas que encontramos na rua, a desenhar. é tão bom apaixonarmo-nos assim por pequenas coisas.

a feira do livro de lisboa.

eu não sou uma pessoa muito dada à fotografia. não tenho muito jeito, não penso muitas vezes em fotografar (e, quando penso, as lentes teimosas da máquina fotográfica recusam-se a captar a luz maravilhosa que eu vejo, os pormenores belos que me interessaram); julgo que isto vem do facto de eu ser uma pessoa extremamente não-visual. (comigo são palavras: escritas ou ditas ou quase só pensadas, é isso que recordo, sempre.)

ainda assim: vem aí a feira do livro de lisboa, que, por muitas e muito antigas razões, é um acontecimento muito especial para mim. e de repente a ideia de ter pequenas memórias, instantes parados no tempo em que posso tocar sempre que quiser, é tão pungente que quase dói nunca o ter feito. assim, uma pequna promessa: este ano, na feira do livro, vou fotografar. (wish me luck!)
What I feel in the morning might be something else that doesn’t change, a star to navigate by: After I’ve remembered who I am, I look at you and I feel a rush, perhaps the barest outline of love.

Mornings After You, Bijan Stephen
contexto: eu adoro pão. se tivesse que escolher entre abdicar de frutos do mar da guylian - ou de todo o chocolate do mundo, for that matter - e abdicar de pão, dizia adeus ao chocolate sem pensar duas vezes. o mesmo para o café. (café!, que eu adoro!) o mesmo para pizzas e massas (aqui já com alguma dor... mas pão!).

estou a trabalhar na faculdade. acabei de me aperceber de que não tenho pão em casa (tirando pão de forma - bah - e algum pão congelado há semanas), todos os supermercados estão fechados e tenho muita fome.
descobri que um dos meus professores do técnico prefere quadros brancos a quadros de giz. say whaaaat?!
(a minha ausência aqui por estes lados deve-se não só a muitas aulas e muita matemática, mas também a quantidades muito agradáveis de o pintassilgo e prison break.)
(também me habituei a vir a correr de volta para casa, depois de ter corrido oficialmente e acabado a andar uns minutos. esta é a parte mais fácil, o voltar - quase voo! - porque no fim tenho-o à minha espera.)