à noite, é tão difícil adormecer, tal é o peso de todas as preocupações e todas as coisas pendentes que tenho que concluir. e ainda assim, é tão difícil ser produtiva durante o dia. se eu pudesse mudar alguma coisa em mim, penso que me tornaria uma pessoa prática e pragmática e mais confiante. sim, eu sei que se estas coisas mudarem não é por magia ou num estalar de dedos; mas mudar-me nestes aspectos seria uma tarefa de tal modo monumental que só a ideia me enche de pânico.
I wish I could throw off the thoughts which poison my happiness. And yet I take a kind of pleasure in indulging them. 

Frédéric Chopin.

este semestre:

três cadeiras, duas das quais no técnico (porque deus não gosta nada de mim). uma tem exercícios para entrega de duas em duas semanas, outra tem apresentações de uma hora e meia de duas em duas semanas, a terceira tem apresentações (no final do semestre apenas, felizmente) e exame final. dois seminários, um que tenho (somehow) de tornar pouco técnico e acessível, oo utro técnico mas para uma audiência mais restrita. um projecto, que vai ser lindo e incrivelmente trabalhoso e no qual ainda nem peguei. e burocracias terríveis a tratar pelo meio. eu gosto de tudo isto, sim; mas é assustador.

socorro, sou um tomate.

recebo um email inesperado de alguém importannte - e importante pode ser no sentido pessoal ou apenas profissional - coro. recebo uma visita inesperada de alguém importante - coro. alguém importante fala comigo - coro. recebo um elogio, uma crítica - coro. eu tinha tanta esperança de que isto me fosse desaparecendo com o tempo...!

primeiro ano de doutoramento

sílvia renuncia à tentativa de ser uma menina (que começou quando destruí a minha eastpak, que andava comigo desde há mil anos), usando malinhas, e volta a ir comprar uma mochila (com imenso alívio e recuperando assim alguma sanidade mental).

li o gone girl!

observações:

1. o filme segue o livro mesmo de muito perto. há pormenores que não aparecem, claro, mas não são assim tantos, e não há desvios nenhuns em relação ao original.
2. o livro é muito bom. a autora é extraordinária a construir personagens. no filme, a amy parece só um bocado maluca (o que é compreensível, é talvez mais difícil construir o carácter dela por imagens que por palavras); mas ela está magnificamente bem feita no livro.
3. o livro é mesmo muito bom.
caramba, eu gosto tão pouco do carnaval. (e é tão irritante ter o facebook inundado de fotos de pessoas mal vestidas e/ ou de sobriedade duvidável.)