as nossas estantes estão tão bonitas e tão preenchidas; em breve teremos que comprar mais. há uns dias fiz uma coisa que nunca tinha feito: comprei um livro de história. no entretanto ainda mal olhei para ele, por entre tantas as coisas que tenho para fazer (e as pausas que são para namorar); mas estou inscrivelmente entusiasmada e assim que (quando?) todo este trabalho melhorar um pouco, tenciono fazer dele a minha leitura de fim do dia. mini-projectos assim fazem-me tão feliz.
comprei um termo. adivinhem quem está super feliz na faculdade a beber chá super quentinho (mesmo super quentinho - e feito há horas!) de pêssego e manga. yummy.
quero tanto ver O Jogo da Imitação.

o terrível erro de esperar receber o que se dá

as pessoas fazem coisas. e, às vezes, porque assim é a vida, essas coisas envolvem-me - directa ou indirectamente - a mim. e em algumas dessas vezes - novamente, a vida - eu dou comigo a pensar, com a ingenuidade irritante que nunca me larga completamente, eu nunca teria feito isto a esta pessoa, nunca. e pronto, é isto: o meu coração irritante e infantil acha que o amor é recompensado com amor, que os gestos pequenos são notados, compreendidos e devolvidos, que se recebe conforme se dá. e não é verdade. não é verdade, qualquer um percebe porquê: somos diferentes, damos importância a coisas diferentes, as coisas que me são mais queridas podem representar muito pouco, para outra pessoa, quando lhas entrego, e por representarem tão pouco que mal chegam a reparar, não farão o mesmo comigo. e isto é normal, e lógico, e faz sentido, e eu continuo sem o aprender; não zangada, não exigente (não posso exigir dos outros o que dou de livre vontade, de alma e coração), mas triste, triste e com este pensamento em repeat no fundo da mente a dizer-me quem me dera que o tivesse feito, quem me dera que tivesse reparado.

hoje

um ano.

Flaming Night, Leonid Afremov

a Diana é a minha mana pequenina. nasceu quando eu tinha dezasseis anos e é a melhor coisa que aconteceu na minha vida. na verdade, quando soube que ia ter uma mana bebé, não fiquei excessivamente feliz; preocupava-me a idade dos meus pais, preocupava-me as possibilidades que lhe poderiam proporcionar (ou a falta delas), preocupava-me tanto. mas tudo isso foi posto de parte quando ela nasceu, a minha pequena, doce e adorada Diana (que eu quis tanto que se chamasse Margarida, ou pelo menos Diana Margarida; mas não consegui convencer os meus pais.) adormeceu no meu colo dezenas, centenas de vezes enquanto a apertava contra mim e lhe falava sobre tudo e sobre nada: histórias que sabia de cor, coisas pequeninas dos meus dias, factos de biologia, de geologia, de física, de química e (claro!) de matemática. aos quatro anos, a Diana informou muito seriamente os meus pais que a sílvia está a estudar teo'ia dos conjuntos, que é a preferida dela!;aos seis é a menina mais doce e correcta que conheço. está a adorar a escola - fora os exercícios repetitivos, que abomina, e tenho que lhe ar razão nisso - e é tão aplicada e curiosa que me enche o coração de um orgulho imenso, de cada vez que penso nela. quando viu o meu guarda-chuva dos coraçõezinhos azuis não quis sair de casa com ele. - mas está sol lá fora, Diana! - não faz mal. é uma sombrinha, como tem a amber! [nos desenhos animados da princesa sofia, que ela adora e que são tão fofinhos que acabamos a vê-los juntos]. ofereci-lhe um livro do corpo humano (oh, o ar entusiasmado dela quando o recebeu!) e ela não deixa de me surpreender com as questões inteligentes e perspicazes que me põe quando o lemos, ou com os comentários que vai fazendo. levei-a a uma livraria e o ar maravilhado dela foi a minha maior prenda. é tão doce, a minha bebé crescida (já não sou nenhuma bebé, sílvia!) para sempre; o meu pequenino grande amor.

uma adenda ao post da pê, em versão matemáticos:


"vê-se facilmente que..." = eu sei que isto é verdade porque está escrito algures, mas não faço a menor ideia de como se demonstra.