coisas bonitas cá de casa

as coisas fofinhas na parede do quarto. a lata das bolachas (temos uma lata das bolachas!). as pantufas urso e as pantufas ouriço. os peluches. as cores. o amor.

último dia do ano

uma azáfama.
eu sei que, se não fechar os estores, vou acordar no máximo às dez da manhã e não vou voltar a adormecer, ainda que na noite anterior me tenha deitado às quatro, com toda a luz bonita a inundar o quarto. mas gosto tanto tanto tanto de acordar com toda a luz bonita a inundar o quarto que nem me importo.

your blog and your significant other

às vezes (muitas vezes) escrevo aqui sobre o F., que conhece o conjunto vazio. e isso faz-me alguma confusão, é certo; escrevo muito para mim e não é que ele não saiba ou intua tudo o que vou dizendo, mas deixa-me sempre um bocadinho envergonhada saber que ele lê, relembrar-me que ele lê. mas a alternativa seria o F. não conhecer este blog que é parte de mim, e isso é impensável.
no dia seis de janeiro de 2015 completar-se-ão um ano e oito meses desde que o meu pai deixou de fumar. só quem o conhece bem sabe o quanto lhe custou, depois de todos os anos como fumador e tendo em conta todos os (muitos) momentos de stress do seu dia a dia. eu não podia estar mais orgulhosa.
acabei de me aperceber das saudades que tenho de ler Saramago.
na quinta feira as manas e os papás vêm cá almoçar, pela primeira vez. (pronto, não é a primeira, mas é a primeira que é assim uma coisa formal e preparada com antecedência.) sim, vou cozinhar. sim, já cozinhei setecentas e cinquenta e duas mil vezes para a minha família. não, isso não impede que esteja à beira de um mini ataque de pânico.