seriously?

ando há semanas a dizer ao meu pai, de dois em dois minutos, que ele tem que passar cá por casa e ver o que se passa com a fechadura da porta, porque é tão tão difícil de destrancar e nós quase não conseguimos e já temos feridas nos dedos e olear não resultou e blá blá blá.

no dia em que ele vem cá, consigo destrancar a porta à primeira e sem esforço nenhum.
nas terrinhas, de onde eu venho, é muito muito frequente os casais jovens fazerem uma casa, quando começam a pensar casar-se. normalmente os pais ou avós têm um terreno, que lhes dão, e depois é contratar arquitectos e engenheiros e fazer uma coisa à sua medida; os pais ajudam, o banco financia o resto, e voilá. assim, enquanto eu crescia tinha sempre esta ideia (porque era isso que via à minha volta) de um dia vir a ter uma casa minha, construída a meu gosto. a certa altura, é claro, as coisas mudaram: vim estudar para lisboa, percebi que queria continuar a estudar, aprendi mais sobre mim e sobre o que quero para a minha vida, apaixonei-me por esta cidade, desenvolvi uma aversão a dívidas de qualquer tipo, e a ideia de vir a construir uma casa minha é agora uma perspectiva tão remota que chega a parecer absurdo. contudo, por vezes isso entristece-me; ainda que adore todas as casas em que esteja, elas não foram feitas para mim, os detalhes não foram escolhidos por mim, vão sempre existir coisas que gostaria que fossem diferentes. mas depois pensei mais um pouco e concluí que fazer o melhor de uma situação que não é perfeita, que adaptar as coisas que nos rodeiam a quem nós somos e encontrar ou criar beleza onde antes nada existia, é mais ou menos o que é a vida, e é também a parte mais deliciosa de tudo isto. especialmente a dois.
eu adoro blocos de notas e cadernos e bloquinhos e tudo isso, mas hesito sempre em comprá-los porque, depois de o fazer, acho difícil utilizá-los: normalmente, quando compro, é porque os acho muito bonitos, ou muito queridos, e depois fico com a vaga sensação de que não tenho nenhum propósito suficientemente bom para eles.

aqui há uns dias comprei este:


(gosto de me rodear de mensagens positivas.)

este é para todas as coisas maravilhosas de teoria de modelos que planeio vir a descobrir muito em breve. vai ter riscos, rabiscos e disparates, sim (e isso vai custar-me, a princípio; incomoda-me tanto que não haja perfeição nas páginas dos meus blocos preferidos!), mas vai estar cheio daquilo que eu adoro (e - lembra-te, sílvia - errar ensina-nos tanto).

(e a mr. wonderful é a loja mais fofinha de sempre.)

isto merece um prémio:

consegui encontrar um candeeiro de que gosto mesmo mesmo mesmo (e o Filipe também!).

ainda não disse:

o Filipe e eu temos um quadro branco em casa (um dos grande, não como o pequenino que temos usado até agora)!

oh, foi natal!

os presentes do Filipe são os melhores presentes. :)

ainda não foi em dois mil e catorze que

pintei o cabelo de vermelho. pronto, aqui fica, em jeito de mini-resolução-de-ano-novo: dois mil e quinze é o ano.