sinto sempre alguma timidez em confessar isto: eu adoro o natal. adoro!, e - isto vindo de alguém que não aprecia por aí além o frio e o inverno - não consigo deixar de me sentir feliz quando se aproxima o dia vinte e cinco. ando pela casa a limpar e arrumar tudo enquanto canto e oiço músicas de natal em repeat. adoro comprar presentes para as pessoas que amo, adoro. e gosto de estar em família. a D., com seis anos, vibra com tudo o que esteja relacionado com o natal, e é tão bom vê-la entusiasmada e feliz, é tão bom vê-la a abrir cuidadosamente os embrulhos, aquele sorriso enorme que ela tem. ainda não fizemos uma árvore de natal, o Filipe e eu (sinto alguma responsabilidade e indecisão, quero as coisas mais bonitas!), mas queremos decorar a casa de alguma forma. e estamos tão tão felizes que é natal todos os dias, cá por casa.

em retrospectiva:

mudar de casa (tanto o acontecimento como o processo em si) aproximou-me muito dos meus pais. é muito, muito bom sentir-me assim.
por vezes estou a ler e encontro uma passagem que me marca muito, muito, ainda que não consiga explicar ou até compreender porquê.

"Did you tire of your paramour on the road?"
"Never. We share too much."
todas as pessoas do mundo que nunca assistiram a uma aula dada pelo Filipe estão a perder uma coisa nada menos que extraordinária. seja qual for o tema, seja o que for que ele pense sobre aquele assunto em particular, esteja ou não dentro da sua área de interesse - não importa, ele vai fazer um trabalho brilhante. vai fazer-nos sentir que dedicou a vida inteira àquele tema.  o seu carisma é extraordinário, o seu à-vontade; e, sobretudo, aquela qualidade única de quem nasceu para ensinar, que faz com que tudo pareça elegante e belo e bem concebido. maravilhoso, digo-vos.

pormenores

detesto ter frio no pescoço; ando sempre rodeada de cachecóis e golas quentinhas.

!

se ainda não viram as edições novas e maravilhosas do harry potter, vão ver, por favor. que bonitas!
é tão bom ter um sítio que nos saiba a casa.