segundo o calendário escolar normal, que julgo coincidir com o meu, as aulas começam dia 15 de setembro. dentro de um mês terei a minha primeira aula de pessoa-que-se-quer-doutorar. dentro de um mês terei, pela primeira vez, (algumas) aulas numa faculdade que não é a minha. dentro de um mês terei, pela primeira vez em muito, muito tempo, aulas sem o f. . estou terrivelmente nervosa e terrivelmente entusiasmada. quero agarrar-me ao entusiasmo.
comprar um miminho para oferecer é sempre tão, tão mais delicioso e recompensador e bom que comprar um miminho para mim
as palavras esdrúxulas são as minhas favoritas. gosto de acentuação. não gosto da palavra esdrúxula, é tão pouco bonita.

túlipas, orquídeas e rosas

as flores mais bonitas de sempre.
não acho que se possa fingir infelicidade ao escrever. não suficientemente bem (na maioria dos casos, pelo menos; admito que isto talvez possa ser uma generalização); as palavras, as expressões, tornam-se forçadas e isso, mais tarde ou mais cedo, nota-se. há quem o faça, quem tente. para conquistar simpatia alheia, para obter a empatia de quem atravessa um mau momento ou daqueles permanentemente tristes (ou, talvez, tristes por defeito, irreparavelmente), ou até pelo tão conhecido cliché de que só escrevo bem porque estou triste. não sei onde quero chegar com tudo isto. acho que fingir para escrever - fingir em geral - é um bocadinho triste.
who cares for the life we earned?
someone's sold all the truth you yearned
remember when we used to shine
and had no fear or sense of time
when it creeps up on you
 
we can't cry now, there's nothing to feel
no one's noticed our loneliness
remember when you used to tease
and made us scream eternal joy
 
we believed that you'd always be here
'cause once you promised a life with no fear
please don't break my ideals
and say what's fake was always real 
hope was the one now i'm gone
take me back again

descobri-a hoje. é tão apropriada que até isso dói, também
tinha feito uma lista com todos os postais que gostava de te oferecer. era uma lista mesmo grande, e mesmo querida. oh, a inutilidade