quando era mais nova descobri na biblioteca uma colecção de livrinhos do enciclopédia brown, e devorei-os avidamente. cada livro era constituído por várias mini-histórias, que consistiam em (mini) casos policiais; estes eram descritos ao leitor, e havia, no final do livro, as "soluções" de cada caso. eu adorava-os, mas raramente parava mais do que uns breves minutos para tentar descobrir por mim mesma; antes, apressava-me a ir ler a solução, precisava de a conhecer. ter (o) conhecimento subrepunha-se a tudo o resto, e tornava quase irrelevante o modo como este era adquirido. saber era mais importante que descobrir (sozinha).

todos estes anos mais tarde, ainda me acho (por vezes) assustadoramente semelhante à sílvia-criança.
hoje, fizeste-me lembrar de uma passagem de a game of thrones. fui à procura.

He had no choice, he had told her, and then he left, choosing.
detesto esperar. detesto mesmo quando espero uma boa notícia ou quando te espero todas as manhãs (quero sempre que chegues depressa...), e ainda mais quando espero com um peso no coração.
Sometimes we need to stop and say “Thank you for loving me.”
It is such a simple thing to say yet it carries so much weight, whether it is with a spouse while you both read your books or it’s with a friend who has been with you through thick and thin or it is to a family member who has loved you from the start.
Those words, that thought, the action of saying it to them with purpose and truth can mean the world to them. Because after all, they mean enough for you to say “Thank you for loving me.”
T.B. LaBerge // Go Now


ainda mal me apercebi disto

oh deus, eu concluí um mestrado!
se não tiver cuidado torno-me prisioneira de todas as pequenas escolhas do quotidiano, enredo-me nesta teia e torno-me incapaz de avançar
por vezes escrevo aquilo que deve soar como afirmações muito definitivas sobre a minha pessoa. isto acontece porque há momentos em que a coisa x me parece tão clara e verdadeira que me é impossível conceber um momento do tempo em que deixe de pensar daquela forma, ou de sentir-me assim. contudo, muitas vezes esses momentos chegam, e depois (eu sei) devo assemelhar-me a um poço de contradições, quando na verdade sou essencialmente uma rapariga que quer muito acreditar, mas tem muitas dificuldades em fazê-lo. duvidar de mim é uma segunda natureza. percebes agora?