ainda sobre a beleza

não deixa de ser curioso que homens muito diferentes possam ser-me igualmente atraentes em certas circunstâncias, e que eu não saiba dizer o que me atrai neles, quando o meu ideal de beleza feminina está completamente definido, quase até à exaustão. mas isto talvez se deva ao facto de eu associar a beleza feminina comigo, com o que eu gostaria de ser, e não propriamente como algo que desejo noutrém.
hoje, ao reflectir sobre aquele que seria o meu ideal de beleza masculina, comecei por pensar que seria talvez diferente do habitual - visto que um homem considerado agradavelmente musculado não me é especialmente aprazível; não reparo naquele v que tantos consideram sensual, a promessa implícita de força e capacidade física não me corta a respiração. depois corrigi-me: não acho que o meu ideal de beleza masculina seja diferente do habitual, acho apenas que, por alguma razão estranha, não existe. é claro que existem certas guidelines, digamos (algo arbitrários, talvez, como um tom de pele moreno, lábios bonitos, pequenas coisas assim), mas não um ideal, nem sequer vários. julgo que a beleza física masculina está para mim profundamente associada à personalidade - não completamente, é certo (seria hipocrisia dizê-lo!), mas uma parte significativa. e gosto um bocadinho disso em mim.
o f. sempre foi a pessoa com quem queria estar o tempo todo, sempre, mesmo quando existiam outras pessoas na minha vida. ele sempre veio em primeiro lugar, ainda que não oficialmente - e agora oficialmente também. :)
fazes-me sentir segura. fazes-me não ter medo (das outras pessoas, das pessoas do teu passado). fazes-me sentir mais bela, caminhar com mais confiança. sorrir mais. dizes-me sem palavras que sou suficiente, não o dizendo, porque esse medo é so meu. confio em ti, meu amor.

breve carta ao senhor x.

x., não te guardo rancor mas sei bem que da primeira vez que me chamaste amor o fizeste por egoísmo, um movimento calculado para me tentares roubar o coração. (e eu soube disso na altura, mas quis esquecer-me.)
a minha amizade com a c. às tantas tornava-se uma espécie de competição a-minha-vida-é-pior-que-a-tua-e-as-minhas-coisas-são-tão-(mais)-difíceis. ao jeito de:  - estou tão cansada. mal dormi esta noite para estudar... - estás melhor do que eu, que não dormi nada. ou: - não me sinto preparada para este exame, mas não tive tempo para me preparar melhor... - dormiste? - dormi umas horas. - então ainda podias ter estudado mais, eu nem dormi. e outras coisas deste tipo. uma parte de mim está grata por já não sermos próximas; este género de conversa era tão frequente e tão mesquinho, fazia-me tão mal.
digo-vos, a intimissimi é a loja de roupa interior mais fofinha e (ênfase aqui) confortável do mundo. e romântica. e sexy....