importante.

as long as you are seeking approval or validation through other people's compliments or people's criticisms, you'll always be a victim to what other people say.
na maioria das circunstâncias que não envolvem fisicamente pessoas reais e eu, palavras e imaginação desempenham um papel bastante mais fulcral que imagens, ou vídeos, no meu (chamemos-lhe) estado de espírito. posto isto, contos eróticos bem escritos e alguns (bem seleccionados) livros do género representavam uma míriade de possibilidades.

agora, as secções eróticas das livrarias estão quase totalmente ocupadas por algo que pode ser descrito como crappy-love-story-gone-kinky e basta-me ler duas linhas de cada livro para me arrepiar (as situações, a terminologia!). a desilusão. so much for my guilty, guilty pleasures....
quando falei com os meus pais sobre ir viver com o f. esperava contrariedades. esperava que discordassem veementemente, que me pedissem para esperar, que insistissem (uma vez que são razoavelmente religiosos, ou pelo menos as respectivas famílias são-no o suficiente) num casamento para breve, que ficassem algo zangados até. não esperava a racionalididade com que atacaram o problema (nomeadamente, as conversas práticas sobre sítios onde morar e o que queremos na casa que escolhermos), nem esperava que concordassem e fossem tão fantasticamente compreensivos, e definitivamente não esperava que levassem isto tão a sério como eu - mas é isso que está a acontecer, com a minha mãe a dizer-me para não desempacotar as coisas que trouxe da casa de lisboa porque assim é mais fácil em setembro, e o meu pai a arranjar sítios práticos para guardar tudo até me mudar de novo. em  breve.

uau.
It’s like coming home after a long trip. That’s what love is like. It’s like coming home.
gosto tanto que leias para mim, meu amor.

o tempo passa à velocidade da luz

nos últimos cinco anos: entrei em matemática com a certeza de que é isto que eu quero. saí-me melhor do que esperava. tive crises existenciais enormes sobre o curso (porque é que eu não optei por medicina?), cadeiras terríveis, semestres terríveis (estou a olhar para ti, primeiro semestre do segundo ano). cadeiras maravilhosas. conheci o f., e fiz dele o meu melhor amigo, desde sempre. achei que devia sair do curso e arranjar um emprego. cheguei à conclusão que teria sido miseravelmente infeliz se o fizesse. fui assistir a uma aula de bioquímica da medicina no santa maria e fiquei ainda mais triste por não ter optado por esse curso. percebi (mais tarde) que teria sido infelicíssima nesse curso. achei que ia dar aulas para o secundário. achei que nunca teria capacidade para tirar um mestrado. achei que nunca faria probabilidade. fiz probabilidade. percebi que matemática é um dos amores da minha vida. candidatei-me ao mestrado, e entrei. comecei a dar aulas. morri de medo antes da primeira. morri de medo do mestrado, depois de o começar. apaixonei-me por ele. achei que nunca seria capaz de escrever uma tese. apaixonei-me pelo f.; o f. apaixonou-se por mim. passei a dormir (quase) todas as noites nos seus braços. escrevi uma tese. entreguei uma tese, defendi uma tese (estava tão calma, inexplicavelmente). ouvi as palavras mais doces por aprte da melhor orientadora.concluí o mestrado. ganhei (acho que é seguro dizê-lo, agora que, a menos de verificações burocráticas, já acabei o mestrado) uma bolsa de doutoramento. sou uma (mini) matemática e sou inacreditavelmente feliz.
mas hoje o grupo-4 de klein foi à quiinta da regaleira e eu tinha tantas saudades. sintra é tão linda. aquela quinta é tão verde, e tão linda. não estive ansiosa durante todo o dia, fugimos ao calor abrasador de lisboa e foi mesmo, mesmo bom.