devia despachar isto depressa porque depois vou sentir-e melhor mas o que é que faço aos nervos?
sinto-me nervosa e também sozinha. estes dois sentimentos misturam-se cá dentro e formam uma bola pesada, difícil de ignorar, algures no meu peito. não penses que falo por metáforas: sinto-a aqui, a fazer-me entrar em pânico e a deixar os meus braços com uma espécie de tremor que não vai embora. todos os meus desgostos e medos se transformam em coisas físicas na minha caixa toráxica.

o começo de uma nova saga

preparar a defesa da tese.
(a D. passou algum tempo com os meninos de que estive a tomar conta e maravilhou toda a gente com os seus sorrrisos e a sua boa educação. no final disse-lhe como estava orgulhosa dela, e ela respondeu-me estava nervosa porque tinha medo de não saber como agir! e o meu coração transborda de amor e orgulho)
ontem fui fazer de baby-sitter, não pela primeira vez mas pela primeira vez em algum tempo. foi giro, mas o mais giro mais giro foi perceber (de novo) que vou adorar ter bebés, educá-los e passar tempo com eles. os meninos com quem estive eram enérgicos e bem comportados mas é estranho para mim estar numa posição autoritária com crianças que não conheço bem; afinal é-me impossível saber exactamente como é que os pais querem que aja nesta ou naquela circunstância e isso deixa-me algo constrangida, mas fiz o melhor que soube e correu bem.

rituais de pequeno-almoço aos fins de semana:

eu e a D. levantamo-nos juntas*, preparamo-nos tostas e uma caneca de leite quentinho, conversamos e vemos um episódio da princesa sofia. se não conhecem a princesa sofia vão conhecê-la; tenho a dizer que é um amor.

*quer isto dizer que ela me arrasta gentilmente para fora da cama às nove da manhã. mas no complaining, ela é um amor.