o começo de uma nova saga

preparar a defesa da tese.
(a D. passou algum tempo com os meninos de que estive a tomar conta e maravilhou toda a gente com os seus sorrrisos e a sua boa educação. no final disse-lhe como estava orgulhosa dela, e ela respondeu-me estava nervosa porque tinha medo de não saber como agir! e o meu coração transborda de amor e orgulho)
ontem fui fazer de baby-sitter, não pela primeira vez mas pela primeira vez em algum tempo. foi giro, mas o mais giro mais giro foi perceber (de novo) que vou adorar ter bebés, educá-los e passar tempo com eles. os meninos com quem estive eram enérgicos e bem comportados mas é estranho para mim estar numa posição autoritária com crianças que não conheço bem; afinal é-me impossível saber exactamente como é que os pais querem que aja nesta ou naquela circunstância e isso deixa-me algo constrangida, mas fiz o melhor que soube e correu bem.

rituais de pequeno-almoço aos fins de semana:

eu e a D. levantamo-nos juntas*, preparamo-nos tostas e uma caneca de leite quentinho, conversamos e vemos um episódio da princesa sofia. se não conhecem a princesa sofia vão conhecê-la; tenho a dizer que é um amor.

*quer isto dizer que ela me arrasta gentilmente para fora da cama às nove da manhã. mas no complaining, ela é um amor.
(sou muito mais uma pessoa de filmes, mas demoro muito muito tempo a escolher, dos mil itens da minha watchlist, o que me apetece naquele momento...)
pela primeira segunda vez na minha vida estou a ver duas séries regularmente - a game of thrones e, quando tenho menos tempo, the big bang theory. na vez anterior era dexter e once upon a time non stop. comecei ainda masters of sex, com o f. sim, isto pode parecer-vos uma coisa muito pequenina mas é um passo gigante gigante para mim!

d'O Ano da Morte de Ricardo Reis

é Saramago e portanto é impossível não gostar, mas este livro magoa-me por dentro. estou habituada ao amor nos livros dele, o amor, àquela ligação profunda entre duas pessoas que as palavras dele captam como ninguém, e sinto falta disso, e dói-me que neste livro não haja amor até agora, ou não haja o amor, pelo menos. o ricardo reis beija a lídia, deseja-a e dorme com ela mas esconde-lhe (embora talvez ela saiba?) que o seu coração não é dela e nunca poderia pertencer-lhe. por outro lado, poderia talvez pertencer a marcenda, a quem beija genuinamente, embora não se fale (ainda) de amor - mas esconde-lhe a lídia e os seus encontros de alcova (que, tenho para mim, magoariam e afastariam marcenda irreversivelmente). estamos a falar do ricardo reis, frio, racional e com todos aqueles problemas em sentir, pelo que suponho que faça sentido que as suas ligações românticas sejam, enfim, diferentes, distantes. mas queria ser arrebatada com uma história de amor e a ausência deste na sua melhor forma é-me quase imperdoável.