Nunca precisamos de vinho para nos abrir o apetite. Bastavam os olhares,
um sussurrar ao ouvido, coisas simples que despoletavam incêndios
interiores. Se me perguntarem de que cor é o erotismo não sei dizer.
Sinto-te na pele como fogo-de-artifício: explosões de cor e calor, que
vão e vêm, ritmadas. Espero-te sempre, és sempre tu a causa das minhas
pernas tremerem e me faltar a força. Não bebemos vinho mas, meu amor,
estou aqui e bebi um cálice de desejo. Vem, não demores.