não consigo deixar de me sentir um bocado revoltada com as pessoas que educam os seus filhos numa determinada religião - como, aliás, os meus pais fizeram. percebo que, para muitos, não o fazer seria uma atrocidade, quase como não lhes ensinar boas maneiras ou a cuidarem da sua higiene, e por aí fora. okay. mas o mínimo que se exige a um pai e a uma mãe é algum espírito crítico, e, também, que transmitam isso aos filhos. a mim parece-me que educá-los numa religião está no extremo oposto disto. vamos acreditar cegamente nesta coisa para a qual não existe nenhuma evidência científica e ensiná-la aos nossos filhos como factos. vamos participar, e obrigar os nossos filhos a participar, em cerimónias que eles não entendem e que se calhar eu também não entendo muito bem mas épa, tenho que ir porque isso me ajuda a conseguir mais pontos da escala divina das pessoas fixes. vamos recusar-nos a mostrar-lhe outras perspectivas do mundo e das coisas, porque esta é a certa. e por aí adiante.

sim, apesar de tudo os vossos filhos podem crescer e desenvolver espírito crítico e pensar por si mesmos e eventualmente decidirem que não partilham ou não concordam com aqueles ideias mas, caramba, não seria mais fácil se lhe dessem espaço, logo desde o início, para se descobrirem e afirmarem, em vez de os obrigarem a uma eventual luta interior que era absolutamente evitável?
não gosto, em geral, de ouvir a chuva a cair. mas ontem à noite, meu amor, teria sido a banda sonora perfeita para estar nos teus braços.

missão impossível xix:

procurar casa em lisboa, a cidade em que:

- se é linda e é perfeita, é na pior zona possível (e tão pouco cental que dói);
- se é central, tem aproximadamente vinte e três mil anos, foi renovada há um quarto de século, é uma cave ou (na melhor das hipóteses) não está mobilada nem equipada;
- se é linda e central, vais arranjar uma depressão séria quando vires o preço. mesmo.

meu amor,

és o agradecimento mais difícil de escrever.

dissertação, my dear, we're soon to part ways

dentro de três dias espero ter a parte científica da minha dissertação concluída. depois falta a introdução, melhorar os agradecimentos, e o índice remissivo (se me decidir a fazê-lo). e é isto.

o meu momento girly do ano:

fui ali fazer uma wishlist das coisas que ando a namorar. não são muitas: uma máscara super wow para o cabelo e alguma roupa de verão (yay!), que ando mesmo a precisar, até porque ultimamente tem-me apetecido um estilo assim mais formal. ah, e uns sapatos de salto assim lindos lindos e com uma promoção fantástica. 7 itens ao todo, 7. total: cerca de 100 euros. *dies*

*

(afinal, não o esqueçamos, no próximo mês será a defesa da minha tese!)