às vezes penso que a melhor coisa dos seres humanos, e também a nossa perdição, é querermos sempre mais.
admitamos, uma mulher de lingerie e meias de ligas é a coisa mais bela, mais sensual.

lições, ou a permeabilidade da memória

já descobri isto tantas vezes para me voltar a esquecer logo a seguir (ou para não ter a coragem de recordar). quando os nossos pensamentos são facas ou poços de escuridão há aqui uma escolha envolvida. pode ser uma escolha muito, muito difícil ou praticamente inevitável. pode ser uma escolha para a qual não temos força, que não queremos enfrentar. mas é uma escolha e nós estamos a eleger o lado da dor. há sempre luz, algures; encontrá-la é a nossa (por vezes hercúlea) tarefa.
but for three years i had roses, and apologised to no one.

a beautiful quote from V for Vendetta.
para mim, a tarefa de escolher o próximo livro que vou ler nunca é linear. não basta dirigir-me à estante dos livros por ler, ou à estante do f. dos livros que ainda não li, ou à fnac mais próxima comprar aquele livro que está na minha wishlist há séculos; cada livro é único, e eu preciso de estar num estado de espírito adequado para ele. assim, apesar de saramago ser o amor literário da minha vida, por vezes não e um livro dele que quero começar; e apesar de em geral não ser muito dada a romances históricos, às vezes é exactamente disso que preciso naquele momento; e assim por diante. escolher um livro para ler é impulsivo, quase arbitrário e com uma boa dose de paixão envolvida, e eu gosto disso assim.
gosto muito de falar inglês e de ler inglês, sobretudo em voz alta. é uma língua querida. soa-me bem.

a song of ice and fire



quero, quero, quero!