Leonid Afremov, o senhor que cria os quadros mais bonitos do mundo.

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por vezes são tão estranhas, as coisas que nos motivam e desmotivam e afectam e magoam e emocionam e tudo. mesmo que julguemos conhecer-nos bem há sempre o (delicioso) factor surpresa.
ainda não tinha escrito a minha statement of purpose e andava desmotivada. só agora percebi porquê: faltava-me a abertura que eu desejava. não estava suficientemente boa, suficientemente nada. agora sim.
às vezes é quase sufocante, quase enlouquecedor pensar em todas as coisas belas do mundo que eu nunca vou conhecer
digam o que disseram, Juno será sempre um dos meus filmes-mais-perfeitos-do-mundo.

esta noite

(em casa dos meus pais, durmo com a minha mana bebé, a mais doce)

a D. acorda a meio da noite. pergunto-lhe, estás bem?. aconchega-se a mim, diz que sim, sorri e diz-me que estar comigo é a melhor coisa do mundo. volta a adormecer. amor é isto.
não sei se algum dia vou ser ou sentir-me tão responsável e madura como as mulheres que para aí vejo, se isso vem com o tempo e é só porque, afinal, ainda tenho vinte-e-pouqinhos, ou se nunca vou ser uma delas, ponto.

durante algum tempo achei que aos vinte-e-pouqinhos seria uma pessoa confiante e determinada, enérgica e com alguma auto-estima digna desse nome. e conhecer-me-ia. e vou realçar o confiante, outra vez. sempre tive esta ilusão de que nesta altura teria a minha vida e a minha pessoa, both figured out, e, bem, não tenho. e agora? foi uma ilusão descabida ou estou simplesmente perdida no tempo, a ser uma sílvia que já devia ter sido deixado (pelo menos parcialmente) para trás, substituída por uma melhor?