és a mais bonita, diz ele baixinho só para mim, e eu, apesar de tudo (em mim), apesar de me tentar esconder e apesar de não saber como é que ele pode pensar assim, eu acredito
às vezes penso, c., que se tivesses tempo podíamos ensinar tanta coisa uma à outra.
desde que tu estás na minha vida desta  forma nova e tão completa que eu só te quero a ti para beijinhos sérios; eu já não me chego.
o amor tem um lado físico. ignorá-lo é diminuí-lo. e ninguém quer amores pequeninos. se é amor, que seja em grande.
a minha personalidade oscila violentamente entre pessoa-fofinha-que-adora-amarelo-e-corações-e-coisas para pessoa-sóbria-e-muito-pouco-fofinha. e desejosa. o extraordinário é que posso ser uma ou outra (e quem sou pode variar numa questão de segundos) mas sou sempre eu.
continuo a achar que sexo é pseudo-tabu. sim, "podemos falar" nisso (que ridículo seria se não pudéssemos!) mas continua a existir esta ideia de que ninguém fala mas que está subjacente a tudo e da qual toda a gente se apercebe (pelo menos em certos círculos, certas idades): as meninas-bem não falam abertamente de sexo. quanto muito umas palavras doces que sugerem, mais ou menso explicitamente, o fazer amor. nunca o desejo, sempre o desejo-acompanhado-ou-disfarçado-de-amor. nunca a crueza das palavras nuas, sempre demasiadas metáforas e rodeios e sei lá que mais.

as meninas-bem também gostam de sexo. do bom e amazing e libertador que é.
I wish I could throw off the thoughts which poison my happiness. And yet I take a kind of pleasure in indulging them.

Frédéric Chopin

se tivesse que escolher uma quote que me defina... esta. provavelmente. infelizmente.