a minha maior infelicidade será, talvez, continaur a tentar acreditar muito depois de tudo ter acabado.
dormi muito pouco, está um tempo ho-rrí-vel com chuva e algum frio e mais chuva, perdi o 67 quase a chegar à paragem, faltavam mil minutos para o próximo, perdi o metro, molhei as calças todas somehow (apesar de, milagrosamente, ter chapéu e de, milagrosamente, não lhe ter acontecido nenhum desastre) e ainda não bebi café.
o universo está a tentar dizer-me que devia ter ficado em casa a dormir.
acordei esta manhã e pensei (sem pensar propriamente; uma daquelas coisas de que não nos apercebemos mas que se agarram a nós por dentro e se recusam a desaparecer) que talvez as coisas ficassem melhores. que talvez eu pudesse só esperar por ti, e que depois tu acordarias e salvar-me-ias desta coisa escura e feia e triste que é a tua ausência, desta apatia sem fim; que me ias ligar e que a tua voz talvez chegasse, como chegou tantas vezes.
e talvez tivesse chegado. mas tu não ligaste, tu não sabes (acho) deste lugar escuro e frio onde estou. e é isso. estúpida, estúpida inocência.
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