"damaged people are dangerous. they know they can survive."

a minha maior infelicidade será, talvez, continaur a tentar acreditar muito depois de tudo ter acabado.
dormi muito pouco, está um tempo ho-rrí-vel com chuva e algum frio e mais chuva, perdi o 67 quase a chegar à paragem, faltavam mil minutos para o próximo, perdi o metro, molhei as calças todas somehow (apesar de, milagrosamente, ter chapéu e de, milagrosamente, não lhe ter acontecido nenhum desastre) e ainda não bebi café.

o universo está a tentar dizer-me que devia ter ficado em casa a dormir.

aaaah! consegui finalmente vencer o 2048, o jogo mais viciante do século!
acordei esta manhã e pensei (sem pensar propriamente; uma daquelas coisas de que não nos apercebemos mas que se agarram a nós por dentro e se recusam a desaparecer) que talvez as coisas ficassem melhores. que talvez eu pudesse só esperar por ti, e que depois tu acordarias e salvar-me-ias desta coisa escura e feia e triste que é a tua ausência, desta apatia sem fim; que me ias ligar e que a tua voz talvez chegasse, como chegou tantas vezes.

e talvez tivesse chegado. mas tu não ligaste, tu não sabes (acho) deste lugar escuro e frio onde estou. e é isso. estúpida, estúpida inocência.
não acho que alguma vez tenha mudado decisivamente a vida de alguém.
já te vi convenceres-te a ti próprio de tantas coisas, algumas delas de uma magnitude tão grande, que tenho medo. é isso. tenho medo.