tornei-me uma pessoa crescida no momento em que deixei de usar o microsoft word e comecei a escrever em LaTeX. o mundo do amor e dos trabalhos organizados e bonitos.
a estranha melancolia de encontrares um blog que costumavas ler há uns anos atrás, e ficares muito entusiasmada porque o adoravas e percebes que ainda adoras, e constatares que entretanto ele acabou...

a sílvia e a lógica

sílvia (a começar): tenho um seminário para apresentar! é sobre o tema x. tenho que estudar este paper. tenho que perceber tudo, meu deus. tudo. tenho que perceber estas demonstrações todas com um ar um bocado técnico e saber fazê-las! como é que vous er caapaz. um seminário neste tema foi uma péssima ideia. isto exige um cérebro. eu não tenho um cérebro... *infinite ranting*

sílvia (quando, depois de horas de procrastinação, finalmente começa): olha, afinal isto até é querido.

sílvia (depois de se debruçar a sério sobre a coisa): oh meu deus isto faz tanto sentido e é tão bonito eu vou gostar tanto de apresentar isto que coisa mais querida isto está tudo a encaixar tão bem como é que eu pensei que este tema era uma má ideia é a coisa mais bonita de sempre oh meu deus o mundo do amor!

pois.
aprender a costurar é uma coisa que está na minha to do list.

(acompanhada de: aprender a tocar violoncelo, aprender esperanto, conduzir mais, ser uma pessoa saudável, ser menos preguiçosa, lá lá lá... mas pelo menos está, enfim.)
na vida como no freecell (o meu companheiro casual de momentos em que devia estar a fazer mil e outras coisas e não me apetece; não posso começar a ver um filme, ou um episódio de uma série, ou ler um bocadinho porque isso ocupar-me-ia demasiado tempo - e quando dou por mim estou aqui há coisa de uma hora sem nada feito anyway), na vida como no freecell o que a sílvia gosta é de ter um registo de vitórias perfeito. nenhuma derrota. nada de mal a apontar. umas semi impressionantes 109 vitórias e um zero redondinho em baixo. tão bom, não é? o que acontece é que o meu freecell deixa-me ficar sem jogadas e anular o que fiz anteriormente as vezes que quiser, e não conta isto como uma derrota. e portanto as minhas 109 vitórias estão permeadas de tentativas falhadas e, como na vida, eu sei disso; mas não me importo, desde que outros não o saibam.

é um bocadinho triste, se pensarmos nisso.
"Robb, i will not soften the truth for you. If you lose, there is no hope for any of us. (...)"
She saw the fear in his young eyes then, but there was a strength as well. "Then i will not lose", he vowed.

George R. R. Martin, A Game of Thrones
"flores para uma flor!" grita a minha mana pequenina enquantro corre para mim com um raminho de azedas que apanhou (às escondidas) para me fazer uma surpresa - "amarelas, a tua cor preferida!".

minha princesa adorada...