a minha memória visual é muito má, e eu tenho muita dificuldade em recordar-me do aspecto de coisas e pessoas, mesmo que as veja diariamente há anos. assim, sempre que penso em ti não é tanto o teu rosto que recordo como o tom sonolento da tua voz quando me perguntas se dormi bem, a forma como te inclinas para me beijar, no gabinete, ou o modo tão doce em que nos enroscamos para dormir. quando penso nos teus lábios (os lábios mais bonitos do mundo) não sei dizer como são, não sei descrevê-los nem para mim mesma, mas não preciso sequer de fechar os olhos para recordar a sensação de te beijar, o calor dos teus lábios na minha pele. o teu cabelo (tão liso, tão macio) nas minhas mãos (ternas ou ansiosas ou ambas, às vezes).
o amor também não tem um rosto mas um milhão, uma infinidade de coisas boas cá dentro. contigo.