na vida como no freecell (o meu companheiro casual de momentos em que devia estar a fazer mil e outras coisas e não me apetece; não posso começar a ver um filme, ou um episódio de uma série, ou ler um bocadinho porque isso ocupar-me-ia demasiado tempo - e quando dou por mim estou aqui há coisa de uma hora sem nada feito anyway), na vida como no freecell o que a sílvia gosta é de ter um registo de vitórias perfeito. nenhuma derrota. nada de mal a apontar. umas semi impressionantes 109 vitórias e um zero redondinho em baixo. tão bom, não é? o que acontece é que o meu freecell deixa-me ficar sem jogadas e anular o que fiz anteriormente as vezes que quiser, e não conta isto como uma derrota. e portanto as minhas 109 vitórias estão permeadas de tentativas falhadas e, como na vida, eu sei disso; mas não me importo, desde que outros não o saibam.

é um bocadinho triste, se pensarmos nisso.
"Robb, i will not soften the truth for you. If you lose, there is no hope for any of us. (...)"
She saw the fear in his young eyes then, but there was a strength as well. "Then i will not lose", he vowed.

George R. R. Martin, A Game of Thrones
"flores para uma flor!" grita a minha mana pequenina enquantro corre para mim com um raminho de azedas que apanhou (às escondidas) para me fazer uma surpresa - "amarelas, a tua cor preferida!".

minha princesa adorada...
túlipas, as flores mais bonitas de sempre.

hoje

abracei-o e ele abraçou-me de volta, com muita, muita força. o alívio das lágrimas, finalmente. precisava tanto...
a minha memória visual é muito má, e eu tenho muita dificuldade em recordar-me do aspecto de coisas e pessoas, mesmo que as veja diariamente há anos. assim, sempre que penso em ti não é tanto o teu rosto que recordo como o tom sonolento da tua voz quando me perguntas se dormi bem, a forma como te inclinas para me beijar, no gabinete, ou o modo tão doce em que nos enroscamos para dormir. quando penso nos teus lábios (os lábios mais bonitos do mundo) não sei dizer como são, não sei descrevê-los nem para mim mesma, mas não preciso sequer de fechar os olhos para recordar a sensação de te beijar, o calor dos teus lábios na minha pele. o teu cabelo (tão liso, tão macio) nas minhas mãos (ternas ou ansiosas ou ambas, às vezes).

o amor também não tem um rosto mas um milhão, uma infinidade de coisas boas cá dentro. contigo.
felicidade também é acordar a meio da noite e ter a tua mão ainda a agarrar a minha; encostar-me mais a ti e adormecer logo logo, com tanto amor no coração