(pequeno suspiro porque quem me dera que houvesse uma forma elegante e bonita de escrever tudo isto.)
f.
tenho medo que prefiras falar com a i. (ela é muito mais razoável e boa conselheira do que eu; tu próprio elogiaste várias vezes o seu sentido prático e tudo isso). tenho medo que te seja mais fácil abrir-lhe o coração. é egoísta? sim. devia importar-me com isto? não, devia ficar feliz por te sentires à vontade para falar com alguém. mas normalmente sinto-me tão triste. durante o nosso pequeno almoço observei-vos a resolver exercícios de probabilidade. como te divertiste e como a foste encorajando ao longo do processo, dizendo que estava a correr bem e coisas positivas e fofinhas. tenho saudades disso. tenho saudades (que tonto, que egoísta que isto é) de te ouvir dizer espontaneamente que eu sou inteligente ou que estou a ser inteligente e que acreditas em mim. (recentemente, se e quando o dizes, é porque estamos a ter a conversa do medo e da insegurança.) tenho medo de não te conhecer: de não saber o que pensas, de não estar sequer perto do teu core, de nunca saber o que te atormenta, de tudo, tudo sobre nós ser superficial. tenho tanto medo. tenho medo de estar trancada cá fora. tenho medo que nunca me deixes entrar.
tenho medo.