a reler...

... O Canto de Aquiles. o amor.

não sei como é que insisto em pensar em mim como uma pessoa profundíssima que não tem tempo a perder com romances de amor nao saramaguianos que sejam essencialmente isso, um romance de amor. não só isto é tonto e preconceituoso como não podia estar mais longe da verdade. este livro é belo.

medos

não ser suficientemente boa. para matemática, para a vida. que as pessoas se apercebam disso. não ser suficientemente interessante. não ser suficientemente qualquer coisa que nem sei bem o que é para o f. . não conseguir.

tenho saudades de o ouvir dizer palavras de encorajamento. não sei o que há de errado comigo.

Cinco Coisas de que Não Precisas

 ou, A Coisa Mais Pertinente de Sempre

Há coisas que achas que precisas para viver.
Coisas que meteste na cabeça, mas que acabam por te pesar muito. Para teu grande alívio, vais descobrir que há 5 dessas coisas que não precisas mais:

Não precisas de estar tão seguro.
Não precisas de ter todas as respostas, fazer tudo certo ou ter sempre razão.
É espantoso, mas se falhares, o mundo não acaba. Uma critica não vai dizer toda a verdade sobre ti. Podes-te rir de ti mesmo e podes aprender coisas que não sabias.

Não precisas de te preocupar tanto.
Não precisas de carregar o mundo nos teus ombros. Não precisas de pensar em tudo o que pode correr mal.
O que tiver que acontecer acontece, e o facto de te preocupares não muda rigorosamente nada. Só te dá cabelos brancos. Quando chegar alguma dificuldade, aí arregaças as mangas. Entretanto, podes desfrutar cada dia com os belos cabelos que tens.

Não precisas de ser o melhor.
Não precisas de provar nada a ninguém. Não precisas de ser especial.
Não depende de ti seres o melhor da sala. De ti depende apenas dares o teu melhor. Deixa-te de ambições desmedidas e aproveita ao máximo os talentos fantásticos que já tens.

Não precisas de culpar o teu passado.
Não precisas de te lamentar pela tua infância infeliz, relações falhadas ou como ninguém te percebeu.
Surpresa: O passado já passou. O que fazes hoje é uma escolha tua, não tens que viver como vivias.
O teu passado foi importante e tornou-te quem és hoje. Podes agradecer as coisas boas e desfrutar o presente.

Não precisas de mais nada para seres feliz.
Não precisas de viver sem problemas. Não precisas que te corra tudo bem.
Nada nem ninguém está responsável por te fazer feliz. Isso é trabalho para ti.
A felicidade não é uma utopia, é uma coisa concreta para a tua vida.
Podes começar já hoje a viver mais feliz. É só começar.

apetece-me tanto, tanto, tanto. não posso, não devo, mas quero.

apeteces-me.
note to self: agarrarmo-nos desesperadamente a alguém que, sentimos nós (tantas vezes com razão), se está a afastar é uma terrível, terrível ideia. sufoca-te e não te deixa respirar e faz-te afastar de vez.
a normal person's sunday evening: ah, amanhã começa a semana de trabalho. vou aproveitar este última dia de lazer e descanso, pôr as séries em dia, ler 25646 livros e dormir mil horas!
 
sílvia's sunday evening: E NÃO FALEM COMIGO PORQUE É QUE TODA A GENTE DIZ TANTA INUTILIDADE QUE NEM SEQUER FAZ SENTIDO DEIXEM-ME TRABALHAR EM PAZ TENHO TANTA COISA PARA FAZER E NÃO VOU TER TEMPO E NÃO POSSO DORMIR E FODA-SE

é isto.
namorei a ideia de submissão durante algum tempo e depois descobri (ou percebi que sempre soube) de que não é assim que eu sou, de que tudo está errado com isso, para mim.

atrevo-me a dizer, num rasgo de inconfidência sexual que não me é característico, que ser submissa na cama me agrada e atrai e me faz ter as pernas fracas e ficar arrepiada de prazer. sim - se tiveres a personalidade certa para isso (o que é a personalidade certa, pergunto a mim mesma. um misto de confiança e determinação e controlo natural e oh), podes empurrar-me para baixo, amarrar-me e dizer-me o que fazer e eu vou estar voluntariamente nas tuas mãos e adorar cada segundo.

mas isto é só sobre sexo. em todas as outras áreas da minha vida (e ao contrário do que sempre achei) eu não gosto que me digam o que fazer. não gosto que tomem decisões por mim, não gosto que a minha palavra não seja a última. não gosto da vulnerabilidade. não gosto da subserviência. faz-me lembrar demasiado quando estava (quando me sentia) presa dentro do catolicismo, toda aquela história sobre como não somos nada sem deus e tudo isso. não, não, não.

eu não preciso de outras pessoas, de outras coisas, para ter valor. não há nada nem ninguém acima de mim. o que não sou eu a dizer que sou melhor que todo o mundo. mas não me vou rebaixar. vou cuidar de mim e dar-me valor e gostar de mim apesar de tudo. ainda que não agrade a outras pessoas. ainda que seja egoísta.