acho que estou outra vez a (discretamente, semi-inconscientemente) deleitar-me em auto-comiseração e tristeza e preocupação e nervosismo e sono. (sono, que coisa ridícula). não, sílvia, chega.
o f. ocupa tanto espaço na minha vida que me pergunto, às vezes, como é que ainda existem outros conjuntos mensuráveis. não poder falar com ele é quase como não poder ouvir os meus pensamentos. (não ouço os meus pensamentos, mas percebo-os, que é como ouvir, aqui; porque eu estou demasiado cansada para fazer muito mais que deleitar-me com o som das palavras que vou escrevendo, ainda que - sempre - ligeiramente desadequadas.) a única pessoa que sabe sempre tudo, mesmo quando tenho que estar a esconder partes da minha vida umas das outras. o único que adivinha tão bem os meus pensamentos que mal preciso de falar. o que não julga. não preciso de apagar o histórico do computador ou eliminar as palavras passe quando ele vem cá. não preciso de mentir. não preciso de fingir. é como tirar uma máscara de cuja existência eu nem tinha conhecimento (pelo menos consciente) mas cujo peso insiste em empurrar-me para baixo. é como ter alguém que é a nossa casa. é ter alguém que é a nossa casa.
uma ode às pessoas que cuidam de nós, mesmo com palavras afiadas e cortantes, que são, por vezes, aquilo de que precisamos mais.
the constant and paralysing fear of running out of time; running out of time to be happy, watching your youth fade away, running out of time for love, running out of time to be brilliant, to be better, to overcome your fears. and now the plot twist: that, combined with an almost irrepressible something that constantly whispers in your ears, tomorrow, you'll start your new life tomorrow. always tomorrow. how sad is this.
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