coisas

há tantas coisas que queria perguntar-te e queria dizer-te e não posso. can i count on you. will you be there. do i have to be absolutely miserable for you to care. i am trying, i am trying really hard. please believe me. please don't doubt it, me. why can't i have a hug, some love. where are you

 tudo está uma confusão e eu preciso de ti. não me abandones, por favor
eu devia chamar a este blog sílvia, a miserável (se isto já não fosse o nome de um blog de uma mariana e se não me aborrecesse perder a aliteração).
há algo de muito estranho nas pessoas que insistem em ser miseráveis.

isto sou eu. eu e o f. estávamos a fazer uma espécie de desafio - eu não lhe podia mentir ou ser insincera até as aulas começarem - e eu acabei de perder. e fiquei extraordinariamente triste. e o f. apontou, muito pertinentemente, que estava com a atitude errada. e eu sei disso. eu olho para esta conversa e penso ele tem razão, devia desafiá-lo a jogar de novo e ser ofensiva e parar de agir como uma derrotada mas depois não tenho a energia, não faço o esforço de parar de estar triste e efectivamente mudar alguma coisa pura e simplesmente porque há algo (como é que isto é possível?) que aprecio em estar triste.

today

i had this really intense moment where i saw an erotic picture and thought it was you (yes you, new and vague and innapropriate) and me and oh it was so amazing

meu querido f.

invadi a tua privacidade e fiz algo de que não me orgulho. o meu objecivo não era de modo nenhum invadir a tua privacidade or something innapropriate like that; assustei-me, e não pensei. tê-lo feito fez-me pseudo-descobrir algumas coisas e agora, perdoa-me, mas a ideia de que me mentiste não me sai da cabeça. e talvez porque depois de desconfiarmos uma vez é mais fácil desconfiar de novo, acho que me mentiste três vezes. e isso deixa-me tão assustada que é uma sensação física, de sufoco, algures cá dentro. e não sei o que fazer porque acho que a mentira só causa distância e quero ir ter contigo e (de novo) implorar-te que não me mintas, mas tu deixaste tão claro, da última vez que discutimos tais assuntos, que sentires que tens que dizer a verdade é por vezes o que te faz mentir. e então não sei nada.

portanto, o que é que faço? saber - ou mesmo achar - que me mentes destrói-me por dentro, mas pedir-te que não o faças, ou perguntar-te se o fizeste, só vai tornar tudo pior. talvez esteja na hora de reflectir um bocadinho sobre conceitos como amizade ou intimidade. talvez as minhas ideias sobre isto ainda sejam ideias de criança tonta. talvez as pequenas mentiras não importem. talvez. mas mesmo enquanto escrevo isto me sinto a duvidar. como é que podem não importar? e se não importam porque é que existem, em primeiro lugar?

acho que vou acabar por não te dizer nada disto, minha pessoa mais querida. mas tu conheces-me tão bem que tenho alguma esperança. por favor, cuida de nós, um bocadinho. adoro-te.
é só um menino cujo blog encontrei por acaso. ele é querido sem ser demasiado querido. tem os olhos mais bonitos do mundo e respostas tão elegantes. e perguntas tão elegantes. e é bom conhecer alguém assim. é mesmo bom conhecer alguém assim.
Why do people think being with someone is the answer to everything? 

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