invadi a tua privacidade e fiz algo de que não me orgulho. o meu objecivo não era de modo nenhum invadir a tua privacidade or something innapropriate like that; assustei-me, e não pensei. tê-lo feito fez-me pseudo-descobrir algumas coisas e agora, perdoa-me, mas a ideia de que me mentiste não me sai da cabeça. e talvez porque depois de desconfiarmos uma vez é mais fácil desconfiar de novo, acho que me mentiste três vezes. e isso deixa-me tão assustada que é uma sensação física, de sufoco, algures cá dentro. e não sei o que fazer porque acho que a mentira só causa distância e quero ir ter contigo e (de novo) implorar-te que não me mintas, mas tu deixaste tão claro, da última vez que discutimos tais assuntos, que sentires que tens que dizer a verdade é por vezes o que te faz mentir. e então não sei nada.
portanto, o que é que faço? saber - ou mesmo achar - que me mentes destrói-me por dentro, mas pedir-te que não o faças, ou perguntar-te se o fizeste, só vai tornar tudo pior. talvez esteja na hora de reflectir um bocadinho sobre conceitos como amizade ou intimidade. talvez as minhas ideias sobre isto ainda sejam ideias de criança tonta. talvez as pequenas mentiras não importem. talvez. mas mesmo enquanto escrevo isto me sinto a duvidar. como é que podem não importar? e se não importam porque é que existem, em primeiro lugar?
acho que vou acabar por não te dizer nada disto, minha pessoa mais querida. mas tu conheces-me tão bem que tenho alguma esperança. por favor, cuida de nós, um bocadinho. adoro-te.