se eu fosse um homem, seria quase certamente um homem muito gay. (and i'd like that)
estou zangada.

estou zangada contigo, por significar tão pouco; mas mais que tudo estou zangada comigo, furiosa comigo, pelas figuras ridículas, por gostar tanto de ti, por precisar tanto de ti. estou zangada porque tu deves saber que alguma coisa não está bem e não perguntas, não queres saber. estou zangada por todas as (tantas) coisas que digo das quais não queres saber.

estou tão zangada comigo por permitir (tão alegremente! - por querer, até) que sejas a primeira pessoa na minha vida, sabendo perfeitamente que isto não é não é não é recíproco.

estou tão zangada por até quando estou zangada contigo te querer por perto e querer que esteja tudo bem e dou comigo a pensar que faria tudo, tudo por um bocadinho de atenção, um sinal de que te preocupas, qualquer coisa, por mais ínfima. parece que nada vindo de ti me é insignificante. mas esperar qualquer coisa assim é iludir-me
(isso explicaria porque é que escrevo com tantas oscilações: um dia penso, gostava de ser mais como o f.! e escrevo de forma organizada e racional; no dia seguinte leio outro blog qualquer e quero sofrimento apaixonado; noutro ainda posso querer coisas quase-fúteis-mas-somehow-importantes; e assim por diante. o que escreveria, como escreveria a sílvia verdadeira? não faço ideia. nem sequer sei quem ela é. nem sequer sei se ela existe.)
talvez eu não seja uma pessoa. talvez tenha nascido uma tela com alguns rabiscos, e depois a tenha começado a preencher com tudo e mais alguma coisa, e depois tenha tido medo e começado a apagar tudo, metodicamente, até quase tudo ter desaparecido e eu me tenha transformado numa tela em branco para que as pessoas (as outras, as sérias) possam fazer o que quiserem e gostar de mim

talvez eu me tenha perdido a mim algures no tempo

dos títulos

não sei se é conjunto vazio porque o conjunto vazio é lindo, se porque gosto muito dele, se por causa deste vazio que às vezes, muito casualmente, faz do meu coração (cérebro? coisa cá dentro? esta-coisa-estranha-que-sou-eu?) a sua casa, mas pareceu apropriado.
há uma parte de mim que diz que o amor é para ser procurado e não encontrado. e se o encontras então é para o deixares explodir nas tuas mãos e morreres de felicidade até lá e depois morreres de dor, porque a alternativa é mantê-lo e deixar que morra aos poucos (porque nós somos nós e tudo morre) e isso é tão triste, tão triste, como é que podemos querer uma coisa assim
quando estou muito nervosa mas é o tipo de nervoso que resulta da aproximação de coisas boas (vou dar auals! de novo!) basta uma pequena coisa boa (ainda que não relacionada), uma pequena nota declaradamente positiva na minha vida para que o nervosismo passse para segundo plano e fique muito, muito muito entusiasmada. como agora. *sorri parvamente para sempre*