de um sítio só meu. um sítio que saiba a casa, à minha casa. a "minha casa" em lisboa consiste num quartinho (comfortável, mas pequeno pequeno pequeno) em que mal tenho espaço para me mexer e - este é o ponto importante - que me sabe sempre a temporário. it doesn't feel like home, ever. e a casa dos meus pais é, bem, a casa dos meus pais. quero uma casa minha, em que não tenha que preocupar-me com falar sozinha quando estudo álgebra. quero que este sentimento de temporário acabe; quero decorar as minhas paredes sabendo que são minhas (bem, tão minhas quanto algo pode ser); quero comprar conjuntos fofinhos de pratos e quero ter que decorar uma sala (ainda que demore séculos a fazer isto, a achar as peças mais bonitas). quero fazer as coisas à minha maneira. escolher tapetes (e mais tarde arrepender-me das cores que escolhi) e tomar decisões de arrumação e talvez fazer puzzles!, porque teria um sítio (espaçoso, hopefully) para as pôr e quero muito um espaço meu, meu, meu. hoje, por algum motivo, isso parece (quase) essencial para ser feliz.
(o que é impossível por agora mas não é impossível dentro de um ano e pouqinho. luta, sílvia. trabalha. por favor. por ti.)