ou, why i am never going to know myself.
- gostava de conhecer-me. mas nem sequer sei por onde começar...
- bem, vamos pensar em factos sobre ti.
- saber factos sobre mim é conhecer-me?
- ...
- acho que não deve ser bem a mesma coisa.
- bem, podemos começar por pensar em factos sobre ti.
- de acordo.*pensa* bem, que género de factos? "gosto de ananás" não parece especialmente relevante.
*aqui derivo para as possíveis razões para gostar de ananás. só provei ananás não enlatado quando já era crescida. pode ter-se dado o facto de ter ficado tão surpreendida por duas coisas com o mesmo nome serem tão diferentes que, como detesto o enlatado, passei a adorar o normal. bem, isso e é amarelo. anyway.*
- okay. vamos pensar em, sei lá - chamemos-lhe factos fundamentais para ti, para a pessoa que és. deve haver um conjunto de coisas que te define, certo? pelo menos a um nível básico and then we'll go from there.
- um conjunto de coisas que me define. eu sou definida por um conjunto de coisas? há um conjunto de princípios básicos, os meus axiomas? nem sequer sei se isto é verdade. pode ser só a minha faceta matemática (afinal talvez exista) a influenciar-me. e se existir são o quê? não faço ideia. como é que os encontro? como é que sei que os encontrei? como é que alguma vez vou encontrar mais do que perguntas atrás de perguntas atrás de perguntas...?