a minha forma de lidar com a dor física é algo que me agrada. o que faço é simplesmente cerrar os dentes e aguentar até não poder mais. desprezo um bocadinho todas as coisas que me podiam ajudar, tornar a dor um bocadinho mais suportável, enquanto ela permanece abaixo do adjectivo pavorosa. o mesmo com o desconforto; não procuro pequenas formas de melhorar a situação em que estou, só pretendo que acabe rapidamente. não faz sentido nenhum que isto me agrade - não devemos simplificar a nossa vida o mais que pudermos? mas acho que me faz sentir um bocadinho mais forte. (menos cobarde, talvez)
uma lista das coisas que eu vivo com muita intensidade:

- a minha vida
- livros, bons livros
- once upon a time

well, that's me...
sou como uma criança a tocar levemente com o indicador na coxa e a dizer para consigo, esta é a minha perna. toco com o indicador metafórico algures dentro de mim e digo, este é o meu coração. esta é quem eu sou. estas são as minhas mágoas. toco aqui e ali e penso, o meu egoísmo, o meu medo, a minha insegurança, o meu optimismo injustificado, a minha felicidade, o meu amor. aponto para mim mesma e penso, esta sou eu. estas são as minhas palavras. a dor que estás agora a sentir, fui eu que a criei. o ar intrigado de quem toca ao de leve numa ferida e vê o sangue nos dedos. toca de novo, lenta e deliberadamente, quase a medo. mais sangue. fui eu quem te feri.
even if that someone is me?
eu tenho as crushes mais estranhas nas pessoas mais improváveis. (acho que algumas delas são essencialmente oh eu gostava tanto de ser mais como tu!)
you don't need power, Rumple. you need courage... to let me in

oh, ele é atraente...