há muito, muito poucas coisas de que não possa falar com o F. de facto acho que só há dois tipos: as coisas de que não consigo falar (e portanto poderia perfeitamente fazê-lo - e seria ouvida - se conseguisse), e as coisas do passado que ainda magoam.
para ele, estão resolvidas. e para mim também deviam estar, porque falámos sobre isso e voltámos a aproximar-nos. e estão, na maior parte das vezes. mas quando me lembro daquele sábado, e das horas que passei a desejar que dissesse alguma coisa, sem saber se era tristeza ou dor ou raiva, aquela coisa má dentro de mim; e da frieza dele quando finalmente veio ter comigo (escrevo isto e sei que estou a escrever uma mentira - ele não veio ter comigo nessa noite. falou comigo e eu nem sequer sei porque o fez); de como me senti sozinha o tempo todo... dói como se tivesse acabado de acontecer
na sexta feira, tu e o C. estavam a conversar no cantinho do c6 que tem um banco, porque não estavam bem. e eu invejo-o, ou invejo-vos, porque me lembro daquela outra sexta feira, e de ter tentado falar contigo (ali mesmo, por coincidência), e de tu não teres ficado.