"às vezes tenho a certeza absoluta de que se continuar a fazer-te isto [a ser emocional. a falar-te de sentimentos. a tentar ter-te perto e a dizer-te como que me assusta e magoa que não estejas], vais procurar e encontrar alguém que te dê menos trabalho, que seja mais fácil e menos dramática"
os únicos estados de espírito que me conheço: estar muito feliz, exuberantemente feliz; estar muito, muito melancólica; estar horrivelmente infeliz e magoada; estar nervosa (que se confunde muito com este último). acho que nunca há meios termos.

*sighs*
porque guardo e acaricio os meus motivos para não estar feliz, provavelmente. porque a minha propensão para o dramatismo e coisas que tais me leva a apreciar ocasionais momentos de infelicidade e a querer prolongá-los. como disse, an emotional cutter...

eu preciso de mudar.

preciso de ter uma conversa comigo mesma.

sílvia, se vais desistir logo após o primeiro pequeno dissabor, mais vale desistires de todo. se a tua atitude perante as coisas menos boas é simplesmente te deixares sentir triste e desanimada e meu deus sou péssima e nunca vou fazer isto decentemente, em vez de aceitares que nem sempre tudo corre bem e lutars para que corra melhor, se a tua atitude é sempre a de baixar os braços, então devias baixá-los de vez.

eu preciso de parar com isto. uma parte de mim acha que consigo, caso contrário já não estaria aqui. mas se continuar a envenenar-me a mim própria, quanto tempo é que vou aguentar? se continuar a dizer a mim própria que não consigo, quanto tempo vai demorar até acreditar plenamente nisto? porque agora ainda tenho momentos de luz, mas estou a matá-los aos bocadinhos. porque é que me deixo arrastar pelos pensamentos maus?

pensamentos que não devia ter #1

por favor, que isto seja genuíno and not just to make things right
"there's a grief that can't be spoken.
there's a pain goes on and on"

a sílvia (que sou eu!) resolve um exercício de Representações


(isto podia ser o título de um livro da Anita, fazendo a substituição óbvia.)

minuto 1: *Sílvia olha para o exercício*
minuto 2: *Sílvia escrever umas coisas certas mas muito triviais*
minuto 2,2: *Sílvia lança os seus braços metafóricos aos céus e interroga-os sobre o que tinha em mente quando lhe disseram (?!) que era boa ideia fazer um mestrado em Matemática*
(...)
minuto 532: *Sílvia pensa: talvez devesse dar uma vista de olhos às minhas notas.*
minuto 532,5: *Sílvia pensa: olha, talvez possa usar isto.*
minuto 532,6: *Sílvia termina o exercício.*

conclusão a tirar daqui: nunca me vou dedicar a escrever livros da Anita. (isto é quse o chorrilho mental. tinha saudades dele. só aparece quando estou muito nervosa e aliviada (conjunção), ou quando estou pelo menos um bocadinho feliz.