que ideia tão bonita. surpreendo-me sempre ao redescobrir-me como uma pessoa romântica, mas é tão querido!
os meus pensamentos, por si só, nunca me mostram quem eu sou. acho que preciso de escrever... ou - ainda mais eficiente - falar.

acabei de aprender isto sobre mim. sim, é uma descoberta muito pequenina; mas estou a aprender a ficar feliz com estas pequenas coisas. sim, são importantes.

obrigada, F.
(tenho que o repetir a mim mesma, todos os dias; e todos os dias não é suficiente. todas as horas, todos os instantes - não te deixes ficar paralisada, S.; não te deixes dominar pelo medo; parece sempre tão demasiado fácil sucumbir...)
"O grande medo de Lisbeth, que era tão grande e tão negro que assumia proporções fóbicas, era que as pessoas se rissem dos seus sentimentos. De repente, toda a sua autoconfiança, tão cuidadosamente construída, começou a desmoronar-se."

Os Homens que Odeiam as Mulheres, Stieg Larsson.

coração **


medo

acho que romantizo demasiado. o passado tem sempre um certo brilho, uma sensação de quentinho no coração que é difícil obter no presente, e eu nunca sei se ela esteve sempre lá, ou se é a minha nostalgia a criar coisas.
foi uma época simultaneamente mais doce e mais... aguçada, cortante - acho que são as palavras certas - da minha vida.

durante algum tempo arrependi-me, e olhei para trás com amargura; mas (apercebo-me agora) foi apenas porque acabou, e talvez não da melhor forma, que me senti assim. agora que tudo já passou e posso olhar para trás confortavelmente apercebo-me melhor da doçura daqueles dias. e de que fui realmente feliz. e sim, essa felicidade valeu a pena. portanto, apesar da dor, apesar do medo, não me arrependo.

é bom olharmos para trás e sentirmo-nos bem connosco. estou em paz, e feliz.