eu tento pensar racionalmente no assunto e mesmo admitindo que não sou muito boa nisto (não sou nada boa nisto...), por mais cuidadosa que seja chego sempre à mesma conclusão: às vezes (talvez nem sempre, mas às vezes; muitas vezes; hoje) não é o mundo em geral, sou eu.
doía menos se fosse o mundo em geral, sabes?
assim, além da dor natural que não sei porquê não sinto com mais ninguém além de ti (e és logo tu o que te preocupas menos; talvez isto seja o universo a vingar-se de todas as (muitas) vezes em que fiz o mesmo a outros) vem ainda a dor da ausência de coisas (e eu estou demasiado cansada por dentro para querer sequer pensar o que é que "coisas" significa) e a dor de - queria pôr isto de forma delicada, mas para quê? - estar a perder-te para outra pessoa qualquer. ou outras pessoas quaisquer. acho que não interessa demasiado quem (embora interesse um bocadinho).
sou ridícula por ter em mim estes pensamentos. ridícula por não ser mais forte, mais sozinha, mais como tu, talvez.