eu aprendo em duas fases. a primeira fase é a escrever o que estou a aprender; a segunda é a falar sobre o que estou a aprender. também escrevo a fazer revisões e, é claro, a resolver exercícios. as notas que resultam de tudo isto são, contudo, essencialmente inúteis, porque nunca as escrevo com o intuito de voltar a consultá-las mais tarde - esforço-me por percebê-las no presente, porque quando uma coisa encaixa perfeitamente na nossa cabeça, não precisamos de voltar a olhar para ela; mesmo que a esqueçamos conseguimos deduzi-la. além disso, são inúteis também porque a minha letra nas minhas notas fica absolutamente terrível: é que escrevo com pressa, as minhas mãos a tentarem acompanhar o ritmo do meu cérebro sem perder demasiado tempo com uma coisa para a qual é improvável que volte a olhar com atenção.

resultado: ao fim de mais de sete anos de faculdade, a esmagadora maioria dos apontamentos (meus) que guardei parecem loucos, e escritos por um médico particularmente incompreensível e cheio de pressa. mas guardo-os com imenso carinho. :)

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