na minha mesa de cabeceira | o nome do vento.

ultimamente tenho escolhido tão bem os livros que quero ler que tem sido quase impossível pousá-los. muito depois da hora em que tinha dito a mim própria que já devia estar a dormir, dou comigo a virar página atrás de página, dizendo a mim própria só mais um capítulo! - e depois mais outro, e ainda outro...

o que comecei ontem não é excepção. o nome do vento é o primeiro livro da trilogia o regicida, do genial patrick rothfuss. na verdade já li este primeiro volume antes, e várias vezes (e só o facto de não me importar nada de o voltar a ler mostra o quão incrivelmente bom ele é!), mas só tinha lido o segundo volume, o medo do homem sábio, em inglês; quando, na feira do livro deste ano, me decidi finalmente a comprá-lo em português, resolvi que ia reler tudo desde o princípio.

e é fantástico. penso que o nome do vento foi o meu primeiro livro de fantasia depois do harry potter, esse amor de adolescência. porquê? porque eu tinha, aqui há uns anos, algum preconceito contra livros de fantasia. nem sei bem porquê e a ideia agora parece-me absurda; acho que pensava que a fantasia era uma espécie de chamariz, qualquer coisa do género "estou aqui a contar uma história um bocado fraquinha. o que é que posso fazer para melhorá-la? hm... já sei! magia e dragões!". o filipe disse-me muitas vezes que eu estava muito errada, e um dia persuadiu-me a experimentar o nome do vento, dizendo que tinha lido e que sabia que eu ia gostar. depois de alguma relutância inicial (eu era muito tonta!) lá me decidi a experimentar. e adorei. e esse foi o início oficial da minha história de amor com a fantasia. :)

o nome do vento segue a história, contada (literalmente) na primeira pessoa, de Kvothe, que é essencialmente o herói que eu (e muitos de nós, julgo) secretamente sempre quis ser. uma criança precoce, extremamente dotada e com um talento especial para a música, mas a quem o infortúnio persegue desde muito cedo. é uma história de aventura, e de conhecimento, e de descoberta, e também de amor e de muitas outras coisas, num mundo absolutamente fascinante que o pat rothfuss construiu de raiz. é mesmo muito, muito bom (e eu mal posso esperar que saia o último volume!).

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