as pessoas fazem coisas. e, às vezes, porque assim é a vida, essas coisas envolvem-me - directa ou indirectamente - a mim. e em algumas dessas vezes - novamente, a vida - eu dou comigo a pensar, com a ingenuidade irritante que nunca me larga completamente, eu nunca teria feito isto a esta pessoa, nunca. e pronto, é isto: o meu coração irritante e infantil acha que o amor é recompensado com amor, que os gestos pequenos são notados, compreendidos e devolvidos, que se recebe conforme se dá. e não é verdade. não é verdade, qualquer um percebe porquê: somos diferentes, damos importância a coisas diferentes, as coisas que me são mais queridas podem representar muito pouco, para outra pessoa, quando lhas entrego, e por representarem tão pouco que mal chegam a reparar, não farão o mesmo comigo. e isto é normal, e lógico, e faz sentido, e eu continuo sem o aprender; não zangada, não exigente (não posso exigir dos outros o que dou de livre vontade, de alma e coração), mas triste, triste e com este pensamento em repeat no fundo da mente a dizer-me quem me dera que o tivesse feito, quem me dera que tivesse reparado.
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