a Diana é a minha mana pequenina. nasceu quando eu tinha dezasseis anos e é a melhor coisa que aconteceu na minha vida. na verdade, quando soube que ia ter uma mana bebé, não fiquei excessivamente feliz; preocupava-me a idade dos meus pais, preocupava-me as possibilidades que lhe poderiam proporcionar (ou a falta delas), preocupava-me tanto. mas tudo isso foi posto de parte quando ela nasceu, a minha pequena, doce e adorada Diana (que eu quis tanto que se chamasse Margarida, ou pelo menos Diana Margarida; mas não consegui convencer os meus pais.) adormeceu no meu colo dezenas, centenas de vezes enquanto a apertava contra mim e lhe falava sobre tudo e sobre nada: histórias que sabia de cor, coisas pequeninas dos meus dias, factos de biologia, de geologia, de física, de química e (claro!) de matemática. aos quatro anos, a Diana informou muito seriamente os meus pais que a sílvia está a estudar teo'ia dos conjuntos, que é a preferida dela!;aos seis é a menina mais doce e correcta que conheço. está a adorar a escola - fora os exercícios repetitivos, que abomina, e tenho que lhe ar razão nisso - e é tão aplicada e curiosa que me enche o coração de um orgulho imenso, de cada vez que penso nela. quando viu o meu guarda-chuva dos coraçõezinhos azuis não quis sair de casa com ele. - mas está sol lá fora, Diana! - não faz mal. é uma sombrinha, como tem a amber! [nos desenhos animados da princesa sofia, que ela adora e que são tão fofinhos que acabamos a vê-los juntos]. ofereci-lhe um livro do corpo humano (oh, o ar entusiasmado dela quando o recebeu!) e ela não deixa de me surpreender com as questões inteligentes e perspicazes que me põe quando o lemos, ou com os comentários que vai fazendo. levei-a a uma livraria e o ar maravilhado dela foi a minha maior prenda. é tão doce, a minha bebé crescida (já não sou nenhuma bebé, sílvia!) para sempre; o meu pequenino grande amor.
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