quando era mais nova descobri na biblioteca uma colecção de livrinhos do enciclopédia brown, e devorei-os avidamente. cada livro era constituído por várias mini-histórias, que consistiam em (mini) casos policiais; estes eram descritos ao leitor, e havia, no final do livro, as "soluções" de cada caso. eu adorava-os, mas raramente parava mais do que uns breves minutos para tentar descobrir por mim mesma; antes, apressava-me a ir ler a solução, precisava de a conhecer. ter (o) conhecimento subrepunha-se a tudo o resto, e tornava quase irrelevante o modo como este era adquirido. saber era mais importante que descobrir (sozinha).
todos estes anos mais tarde, ainda me acho (por vezes) assustadoramente semelhante à sílvia-criança.
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