yeeey. Grandes mudanças. E tão boas :) No próximo ano lectivo vais estar ainda a estudar ou já só a trabalhar?
Quanto à validação dos sentimentos, aprendi-a da pior forma. Foi preciso passar uns 3 anos a tentar enquadrar-me num grupo de pessoa horríveis e completamente obcecadas para entender que chegava de não me sentir bem ao pé daquela gente egoista, que tinha o direito de não ser como eles e de não me sentir confortável com determinadas situações. Agora que olho com distância e com os olhos de alguém adulto percebo que eu era a pessoa normal e eles eram todos completamente loucos, mas na altura recriminei-me tanto por não ser como eles e por não me enquadrar, por não gostar das mesmas coisas, por preferir esconder-me nas casas de banho e nos cantos a ler do que estar com eles, por não ter tão magra como as outras raparigas, por nunca ter deixado de prezar a minha dignidade acima de tudo e ser olhada de lado por isso...enfim, aprendi a custo mas ficou cá bem enraizado, por isso é que me faz tanta confusão ver as pessoas ir atrás de tudo o que é moda e terem atitudes que vão contra elas próprias só para não serem recriminadas pelos outros. Hoje em dia parece que o que sentimos só é válido se os outros aprovarem e isso está tão errado, faz-nos tanto mal pensar assim.
Também é curioso que no meio de tantas pessoas que comentaram o post tu teres sido a única a tocar nessa questão que era, na verdade, o ponto essencial do post. O resto das pessoas leu a parte dispensável e focou-se no quanto eu me poderia divertir noutras noites ou na situação do autocarro em si, quando o que eu queria passar era mesmo o quão indignada estava por, mais uma vez, os outros acharem que podem validar ou desvalidar o que sentimos e as razões que apresentamos para fazer alguma coisa. (e desculpa este comentário enorme)
yeeey. Grandes mudanças. E tão boas :) No próximo ano lectivo vais estar ainda a estudar ou já só a trabalhar?
ResponderEliminarQuanto à validação dos sentimentos, aprendi-a da pior forma. Foi preciso passar uns 3 anos a tentar enquadrar-me num grupo de pessoa horríveis e completamente obcecadas para entender que chegava de não me sentir bem ao pé daquela gente egoista, que tinha o direito de não ser como eles e de não me sentir confortável com determinadas situações. Agora que olho com distância e com os olhos de alguém adulto percebo que eu era a pessoa normal e eles eram todos completamente loucos, mas na altura recriminei-me tanto por não ser como eles e por não me enquadrar, por não gostar das mesmas coisas, por preferir esconder-me nas casas de banho e nos cantos a ler do que estar com eles, por não ter tão magra como as outras raparigas, por nunca ter deixado de prezar a minha dignidade acima de tudo e ser olhada de lado por isso...enfim, aprendi a custo mas ficou cá bem enraizado, por isso é que me faz tanta confusão ver as pessoas ir atrás de tudo o que é moda e terem atitudes que vão contra elas próprias só para não serem recriminadas pelos outros. Hoje em dia parece que o que sentimos só é válido se os outros aprovarem e isso está tão errado, faz-nos tanto mal pensar assim.
Também é curioso que no meio de tantas pessoas que comentaram o post tu teres sido a única a tocar nessa questão que era, na verdade, o ponto essencial do post. O resto das pessoas leu a parte dispensável e focou-se no quanto eu me poderia divertir noutras noites ou na situação do autocarro em si, quando o que eu queria passar era mesmo o quão indignada estava por, mais uma vez, os outros acharem que podem validar ou desvalidar o que sentimos e as razões que apresentamos para fazer alguma coisa.
(e desculpa este comentário enorme)